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Andrés é acusado de usar 'laranjas' para abrir empresa com sócios. Eleições presidenciais no Corinthians também estão sob suspeita de fraude

Andrés Sanchez, superintendente do Corinthians, festeja o hexa no vestiário
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Andrés Sanchez, superintendente do Corinthians, festeja o hexa no vestiário

A Justiça Federal em São Paulo acolheu denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra Andrés Sanchez, presidente do Corinthians e deputado federal (PT-SP), pela prática de crime tributário.

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Segundo o Ministério Público, o presidente do Corinthians Andrés e os sócios José Sanchez Oller, Isabel Sanchez Oller e Itaiara Pasotti teriam usado “laranjas” para abrir a empresa Orion Embalagens. O objetivo era camuflar operações financeiras. A estimativa é que essas operações tenham causado prejuízo aos cofres públicos de R$ 8,5 milhões.

Andrés e os sócios eram donos da empresa criada em 2002 e que encerrou suas atividades em 2005. Eles teriam omitido receitas de mais de R$ 30 milhões para diminuir os valores a serem pagos por Imposto de Renda Pessoa Jurídica, PIS, Cofins e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

A denúncia é de dezembro, mas como o Supremo Tribunal Federal decidiu, em maio deste ano, restringir a regra do foro privilegiado para deputados federais e senadores, a Justiça acatou agora o pedido e dará sequência ao caso. A 8ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo ficara responsável pelo julgamento.

Quando perguntado pela equipe do Globoesporte.com, no fim do ano passado, sobre as acusações, Andrés se limitou a dizer que os sócios são seus primos, mas que não fazia parte da diretoria da Orion Embalagens. O deputado tem dez dias para apresentar resposta à acusação.

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O advogado de Andrés Sanchez , João dos Santos Gomes Filho, disse que ainda não foi notificado da decisão. Ele também descartou qualquer prática ilícita de Andrés. "Ele não era sócio dessa pessoa jurídica. Vamos discutir respeitosamente. Como alguém que não é sócio de uma pessoa jurídica pode cometer um crime próprio de pessoa jurídica?" questionou o advogado.

A pena para esse tipo de crime varia de dois a cinco anos de reclusão, podendo ser acrescida em até a metade do prazo fixado, por causa dos agravantes caracterizados na denúncia.

No dia 15 de agosto o STF, por meio do ministro Celso de Mello, enviou à primeira instancia da Justiça Federal em São Paulo o Inquérito 4.341 que investiga o presidente do Corinthians "pelo suposto recebimento de vantagens da Odebrecht". 

Eleições no Corinthians sob suspeita

Em eleições do Corinthians, em fevereiro, houve confusão e discussões entre candidatos
Reprodução
Em eleições do Corinthians, em fevereiro, houve confusão e discussões entre candidatos

Nos últimos dias o nome de Andrés Sanchez também esteve envolvido em outra polêmica. A eleição que o reelegeu no começo do ano está sob suspeita e, segundo Paulo Castilho do Ministério Público de São Paulo, o pleito não teve “nenhuma credibilidade”.

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A empresa Telemeeting, responsável pela apuração da eleição corintiana, foi multada em R$ 5,7 mil pela adulteração de uma das urnas. Paulo Garcia, candidato derrotado nas eleições do Corinthians , foi quem liderou a ação.