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Aeronave que estava a delegação da Chape caiu no dia 29 de novembro de 2016, perto de Medellín, na Colômbia, e provocou a morte de 71 pessoas

Aeronave da LaMia que caiu com a delegação da Chapecoense em 2016
Reprodução
Aeronave da LaMia que caiu com a delegação da Chapecoense em 2016

O MPF (Ministério Público Federal) de Chapecó, em Santa Catarina, concluiu que a Chapecoense não foi negligente na contratação da companhia aérea LaMia , dona do avião que provocou a maior tragédia da história do futebol brasileiro em novembro de 2016.

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"Não se identificou qualquer conduta negligente ou imprudente por parte dos dirigentes da Associação Chapecoense de Futebol que efetivaram a contratação da empresa LaMia. Além disso, não surgiu qualquer elemento que indicasse ter havido pagamento de valor indevido ou outro interesse escuso na contratação da empresa aérea", explicou em nota o MPF.

As investigações sobre o acidente aéreo começaram em dezembro do ano passado, após uma reunião com os membros do Ministério Público da Bolívia e Venezula. O objetivo era identificar os possíveis culpados do ocorrido.

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Segundo o comunicado, não foi encontrada nenhuma evidência que algum brasileiro tenha responsabilidade com a tragédia, sendo a principal causa da queda do avião a falta de combustível no momento do voo. 

A aeronave que estava a delegação da Chape caiu no dia 29 de novembro de 2016, perto de Medellín, na Colômbia, e provocou a morte de 71 pessoas. Apenas seis sobreviveram.

Outras irregularidades

O inquérito do Ministério Público Federal em Chapecó também levantou indícios de possíveis irregularidades na autorização expedida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nos voos da seleção argentina de futebol, também com a empresa LaMia, em novembro de 2016, para jogo contra o Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo, realizado em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. 

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Segundo órgão, aqueles voos, em princípio, também teriam sido realizados próximo ao limite de autonomia de combustível da aeronave. Os indícios, conforme o MPF, podem configurar eventual crime de prevaricação ou ato de improbidade administrativa. A apuração, no entanto, é prevista na atribuição da Procuradoria da República do Distrito Federal. 

O procedimento também serviu para o apurar possível envolvimento de brasileiros nos eventos que acabaram resultando no acidente da aeronave da Chapecoense. Diversas diligências foram realizadas, inclusive solicitação de informações e documentos às autoridades bolivianas e colombianas. 

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