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Comissária de bordo da LaMia é uma das sobreviventes do voo 2933, que transportava equipe da Chapecoense da Bolívia em direção à Colômbia

Ximena Suárez, sobrevivente da tragédia com a Chapecoense
Arquivo pessoal
Ximena Suárez, sobrevivente da tragédia com a Chapecoense

Uma das seis pessoas sobreviventes da tragédia com o avião que levava a equipe e comissão técnica da Chapecoense à Colômbia, Ximena Suarez se considera uma mulher de sorte. A comissária de bordo de 29 anos de idade ainda leva consigo as memórias da noite de novembro de 2016, que deixou 71 vítimas. E como forma de homenagear os falecidos, resolveu gravar na pele o avião da empresa LaMia.

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Em entrevista ao canal Red Pat , Ximena disse que fazer uma tatuagem era sua forma de demonstrar compaixão e homenagem às vítimas. Além da morte de membros da equipe da Chapecoense , a comissária de bordo perdeu seus amigos e companheiros de trabalho. "Isso significa a dor que eu sinto até agora por todos, pelos meus amigos. Algo que ficará para sempre marcado no meu corpo como uma tatuagem", disse.

"É um gesto simbólico que queria fazer há algum tempo. Sabemos que essas feridas da alma deixaram profundas cicatrizes que necessitam ser lembradas de alguma maneira", completou a mulher.

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Veja a tatuagem:

Ximena Suarez tatuou o avião da LaMia em suas costas
Reprodução
Ximena Suarez tatuou o avião da LaMia em suas costas

Além de Ximena Suarez , sobreviveram também o comissário Erwin Tumiri, o jornalista Rafael Henzel e os jogadores Alan Ruschel, Neto e Jackson Follman. Este último, goleiro da Chape, perdeu uma de suas pernas no incidente.

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O acidente

O avião da empresa aérea LaMia ia em direção ao Aeroporto Internacional José María Córdova em Rionegro, Colômbia.
Reprodução/Twitter/PolicíaAntioquia
O avião da empresa aérea LaMia ia em direção ao Aeroporto Internacional José María Córdova em Rionegro, Colômbia.

O avião com a delegação da Chapecoense que teria como destino a cidade de Medellín, na Colômbia , caiu pouco antes de pousar, matando 71 das 77 pessoas que estavam a bordo. O time jogaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana diante do Atlético Nacional. Entre as vítimas estão jogadores, membros da comissão técnica, diretoria, jornalistas e tripulação, caso do piloto Miguel Quiroga, que deixou a esposa e três filhos.

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