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Entidade de futebol inglesa teria dado 80 mil libras à ex-jogadora que denunciou caso de racismo e abuso de poder por parte de treinador

Ao deixar a seleção da Inglaterra, Eniola Aluko fez uma queixa à Federação Inglesa
Reprodução
Ao deixar a seleção da Inglaterra, Eniola Aluko fez uma queixa à Federação Inglesa

A Federação Inglesa de Futebol está sendo alvo de uma investigação rigorosa. A suspeita é de que a entidade teria pagado cerca de R$ 325 mil para Eni Aluko, ex-jogadora da seleção nacional feminina da Inglaterra. O motivo? Para que a ex-capitã ficasse em silêncio sobre caso de racismo por parte do treinador da equipe Mark Sampson.

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Formada em Direito na Universidade de Brunel, Aluko vestiu a camisa da seleção inglesa por 102 jogos mas está desligada da equipe desde abril deste ano. Ao sair do time, ela enviou um relatório de oito páginas ao diretor da Federação Inglesa, com o título "Cultura de bullying e assédio".

Como o Campeonato Europeu aconteceria em seguida, em julho, de acordo com o jornal "Mundo Deportivo", a entidade quis então, encobrir essa história para que o escândalo não afetasse o rendimento da seleção no torneio. Mas o caso só veio ao público quase um mês depois do campeonato na Holanda, porque a própria Federação pediu para que Aluko explicasse sua versão do caso.

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Racismo

Em sua queixa, Eni Aluko afirmou que o treinador fez comentários "altamente inapropriados", difamando uma colega de equipe. Ela teria presenciado uma cena na qual o Sampson questiona uma outra jogadora negra: "Quantas vezes você foi para a prisão?". Mas no momento, a mulher não teria dado nenhuma resposta por medo de perder o seu lugar no time.

Eni Aluko jogou 102 partidas pela seleção inglesa
Divulgação
Eni Aluko jogou 102 partidas pela seleção inglesa

A entidade futebolística, por sua vez, abriu uma investigação interna e afirmou que "não encontrou nenhum erro a respeito da queixa dada por Eni Aluko". No entanto, outras jogadoras que presenciaram a cena confirmam a história e dizem que a acusada pelo treinador ficou bastante chateada com a situação.

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Ainda assim, a organização que combate a discriminação dentro do futebol inglês afirmou que a Federação "deverá ser transparente e ainda aguardo respostas", afirmou Herman Ouseley, diretor do "Kick it out". Desta forma, o caso vai ser investigado pela organização.

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