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Cartolas montaram um esquema que trazia meninos da África, especialmente da Costa do Marfim, com documentos falsos

A polícia da Itália fez uma operação nesta quinta-feira em que desmontou um esquema de imigração ilegal de jovens jogadores africanos . As crianças e adolescentes usavam documentos falsos criados por dirigentes de times italianos .

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Além de determinar quatro medidas cautelares, houve 12 ações de busca e apreensão nas províncias de Prato, Florença, Rimini, Pistoia, Siena, Pisa, Perugia e Arezzo por conta da imigração ilegal de jogadores.

Paolo Toccafondi, CEO do Prato Calcio, da terceira divisão italiana, é um dos envolvidos no esquema de imigração ilegal de jogadores africanos
Divulgação
Paolo Toccafondi, CEO do Prato Calcio, da terceira divisão italiana, é um dos envolvidos no esquema de imigração ilegal de jogadores africanos

O presidente do Sestese Calcio, time da quarta divisão do futebol italiano, Filippo Giusti, foi colocado sob prisão domiciliar e o CEO do Prato Calcio, Paolo Toccafondi, foi proibido de exercer qualquer função no clube da terceira divisão por quatro meses. Os dois ainda são acusados de manipular resultados de mais de dez partidas no ano passado ao lado de outras 23 pessoas.

Na primeira acusação de favorecer a imigração ilegal, os dois teriam montado um esquema que trazia meninos da África, especialmente da Costa do Marfim, com documentos falsos. Os cartolas providenciavam registros na embaixada italiana em Abidjan, maior cidade do país, e depois na escritório de imigração em Prato.

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Muitos desses documentos incluíam até falsas mães, que moravam na Itália e diziam que seus filhos tinham ficado em seus países de origem. Com isso, os dirigentes afirmavam que as crianças precisavam obter a reunificação familiar na Itália e conseguiam os documentos necessários para isso. Uma marfinense foi presa hoje por registrar como seu filho um menino de 13 anos que não tinha parentesco.

Gigantes atingidos

O caso também atingiu, indiretamente, os times da Inter de Milão e da Fiorentina , na série A italiana, e no Cittadella, da série B. Os agentes foram até as sedes dos clubes buscar os registros de dois jogadores africanos, que foram vendidos pelo Prato, e que teriam a documentação falsa.

Os investigadores explicaram, no entanto, que os três clubes não sabiam do esquema e não são alvo de inquérito. O acesso aos documentos está restrito aos atletas relacionados apenas ao caso.

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Enquanto investigavam a imigração ilegal de adolescentes, os procuradores interceptaram diversas ligações telefônicas entre Toccafondi e Giusti e descobriram também que houve manipulação de, ao menos, 11 partidas nas séries C, D e E do futebol italiano.

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