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Argentino irá se tornar cidadão honorário da cidade, mas algumas pessoas acusam o prefeito local de buscar apenas "dinheiro e publicidade" com ação

Diversas faixas apareceram nesta terça-feira no município de Nápoles , no sul da Itália, contra o projeto do prefeito Luigi de Magistris de conceder cidadania honorária ao argentino Diego Armando Maradona, ídolo máximo do Napoli , time da cidade.

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Com a assinatura "Curva A", nome de uma das organizadas do time napolitano, os cartazes - um deles pendurado perto do estádio San Paolo - diziam que a homenagem a Maradona é uma ideia de um "prefeito à caça de dinheiro e publicidade".

Maradona chega a Nápoles para se tornar cidadão honorário da cidade
Divulgação
Maradona chega a Nápoles para se tornar cidadão honorário da cidade

Além disso, a imprensa local divulgou rumores de que o ex-jogador receberá 200 mil euros junto com a cidadania honorária, dinheiro que seria bancado por patrocinadores e emissoras que transmitirão o evento.

"Juro pela minha mãe que ninguém nunca me falou de dinheiro. Quando me disseram da cidadania, eu respondi 'sim' na mesma hora. Gostaria de encontrar e cuspir em quem disse que vou receber 200 mil euros", afirmou Maradona em uma coletiva de imprensa nesta terça.

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A homenagem acontecerá às 21h30 desta quarta-feira, na praça do Plebiscito, lugar que costuma abrigar manifestações populares em Nápoles, e deve reunir uma multidão de torcedores. O evento também terá shows de artistas italianos.

"Eu não vou aos lugares para pedir dinheiro. Ganhava jogando futebol e agora ganho o que me pagam em Dubai, onde trabalho. Quem diz essas coisas é doente da cabeça", acrescentou o argentino, hoje técnico do clube árabe Al Fujairah, equipe da segunda divisão dos Emirados Árabes.

Maradona liderou o Napoli nas campanhas de seus dois únicos títulos no Campeonato Italiano, em 1986/88 e 1989/90, e é considerado o maior ídolo da história do clube.

Denúncia

Após ter assistido à final da Copa das Confederações ao lado de Ronaldo, o argentino foi acusado de assédio sexual pela jornalista russa Ekaterina Nadolskaya . Segundo ela, o episódio ocorreu em um hotel de São Petersburgo, onde o ex-craque teria tentado tirar sua roupa ao chamá-la no quarto para dar uma entrevista.

"Estava muito assustada e queria chamar a Polícia, depois um amigo seu começou a jogar dinheiro na minha cara", contou Nadolskaya ao jornal espanhol "El Mundo". Já a equipe de Maradona alega que foi a própria jornalista quem começou a se despir sozinha.

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