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Administradora do Campeonato Italiano e emissoras de televisão do país não chegaram a acordo para a venda dos direitos televisivos de transmissão

Futebol italiano passa por crise nos direitos televisivos
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Futebol italiano passa por crise nos direitos televisivos

A venda dos direitos televisivos para a transmissão de jogos de futebol da Itália entre os anos de 2018 e 2021 ainda continua sem nenhuma solução após o fracasso do primeiro leilão. A tentativa inicial de venda acabou frustrando todos os envolvidos: a Lega Serie A, que administra o Campeonato Italiano e as emissoras.

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A organizadora do campeonato de futebol do país, não recebeu nenhuma proposta no valor mínimo de 1 bilhão de euros e as emissoras de televisão reclamaram dos altos valores e acabaram não concordando com as formas de negociação. A ideia dos dirigentes era finalizar a disputa antes da venda dos direitos dos campeonatos da Europa, feita pela Uefa, que ocorre nesta segunda-feira (12). Mas apesar de informar que já receberam propostas, o europeu divulgaram que tudo está sendo mantido sob sigilo.

No último sábado (10), a "Sky" apresentou uma proposta de cerca de 490 milhões de euros para três dos quatro pacotes disponíveis, valor muito abaixo do pedido pela liga italiana. Já a "Mediaset", por "não concordar" com o formato da disputa, decidiu não apresentar nenhuma proposta para continuar exibindo os jogos.

Em nota, a "TIM", informou que "nunca sequer avaliou a hipótese e nem discutiu uma participação junto aos outros sujeitos da disputa pelos direitos da Série A, mesmo havendo um pacote dedicado à banda ultra larga". A empresa ainda informou que "o resultado do leilão mostrou a desproporcionalidade do pedido" e ressaltou também que não irá concorrer à transmissão das partidas europeias porque a Uefa não criou pacotes dedicados à difusão pela internet.

A Lega e a Infront Sports and Media, que gerencia essa parte de transmissões, pretendem fechar negócio até dezembro deste ano e estão convencidos de que javerá uma operação que vai envolver as empresas "Vivendi", "Mediaset" e "Telecom Itália". Para os cartolas, este seria o plano A. O plano B seria baseado na ventilada possibilidade de abrir um novo leilão com propostas exclusivas por produto para maximizar a renda por plataforma. Um possível plano C seria ainda a própria Lega abrir um canal televisivo para ditribuir a partida para as emissoras do país. 

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Como funciona o leilão

As emissoras de televisão faziam as propostas de acordo com "pacotes". No pacote 1, estavam incluídos os direitos de transmissão via satélite dos quatro clubes com maior alcance de público (Juventus, Inter de Milão, Napoli e Milan). Além disso, também das três novas equipes que subiram para a elite (Spal, Verona e Benevuto) e do time de menor alcance regional. O valor mínimo para este pacote era de 200 milhões de euros e a "Sky" ofereceu 267 milhões de euros.

O pacote 2 consistia nas mesmas opções do primeiro, mas apenas por transmissões digitais-terrestres (DTT). A Lega pediu 200 milhões de euros, mas não recebeu nenhuma proposta das emissoras.

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O pacote 3 previa a transmissão dos quatro principais times da Itália e o direito de transmissão via internet. O "Perform Group" apresentou 50 milhões de euros para cada um dos dois pacotes, mas o pedido mínimo da organizadora do campeonato era de 100 milhões de euros para cada.

O último e quarto pacote, inclui a transmissão exclusiva dos jogos de futebol das equipes que não estão nos grupos 1 e 2 (do qual fazem parte Roma, Lazio e Fiorentina) e o direito de passar o "derby" da capital. O pedido mínimo era de 400 milhões de euros, mas a "Sky" ofereceu 227 milhões de euros.

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