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Leandro Bomfim chegou a viajar com o elenco são-paulino ao Japão, mas não ficou à disposição do treinador e, por isso, TST negou seu recurso

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou o recurso do ex-jogador de futebol Leandro Bomfim contra decisão que isentou o São Paulo de pagar cerca de R$ 50 mil como premiação pela conquista do título Mundial de Clubes da Fifa de 2005, disputado no Japão, contra o Liverpool. Os ministros mantiveram o entendimento de que a pretensão do jogador, que não chegou a ser inscrito na competição, é indevida, pois o prêmio era destinado apenas àqueles que estavam à disposição do técnico Paulo Autuori à época.

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Leandro sustentou que os titulares receberiam cerca de R$ 100 mil pelo título, e os demais jogadores a metade desse valor. Ele chegou a viajar com a delegação do São Paulo para o Japão, mas, devido a uma lesão ocorrida pouco antes da estreia da equipe no torneio, foi substituído por outro atleta na lista de inscritos.

Leandro Bonfim, ex-jogador do São Paulo, perdeu recurso e não receberá prêmio por título Mundial de 2005
Divulgação
Leandro Bonfim, ex-jogador do São Paulo, perdeu recurso e não receberá prêmio por título Mundial de 2005

“O simples fato de ter viajado com a delegação não lhe dá direito ao prêmio. Caso contrário, seria devido também aos diretores e demais convidados da delegação”, afirmou o Regional.

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O juízo da 10ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP) indeferiu o pedido por entender que, além de não ter sido inscrito na competição, o jogador também não participou da conquista do campeonato (Copa Libertadores da América) que credenciou a equipe a participar do Mundial de Clubes daquele ano. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) manteve a sentença e ressaltou que a bonificação foi destinada apenas aos profissionais que efetivamente jogaram ou ficaram à disposição do treinador, o que não foi caso de Leandro Bomfim.

O relator do recurso do jogador ao TST, ministro Claudio Brandão, assinalou que seria necessário a reexame de fatos e provas para decidir de maneira contrária ao TRT, e, como se trata de recurso de natureza extraordinária, a reanálise do conjunto é vedada pela Súmula 126 do TST. “Inviabiliza-se o apelo revisional, sob qualquer ângulo”, afirmou.

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Título de 2005

O São Paulo passou pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, na semifinal, e se credenciou para enfrentar o Liverpool na decisão. O time inglês havia derrotado o Deportivo Saprissa, da Costa Rica, por 3 a 0. Em um jogo muito disputado, o tricolor paulista abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo e conseguiu segurar a pressão dos ingleses, que viram três gols serem, corretamente, anulados. Foi o terceiro título mundial do clube paulista, os outros dois haviam sido em 1992 e 1993, contra Barcelona e Milan, respectivamente.

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