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Os responsáveis pelo ato lamentável foram bastante vaiados pelos outros torcedores que estavam no estádio Heriberto Hülse

Torcida do Criciúma cantou música com ofensa à Chapecoense na última rodada do Catarinense
Reprodução
Torcida do Criciúma cantou música com ofensa à Chapecoense na última rodada do Catarinense

Depois da tragédia que matou quase todo seu elenco no último mês de novembro, a Chapecoense vem tentando se remontar e já conseguiu, inclusive, o título do segundo turno do Campeonato Catarinense. Os torcedores de todos os seus adversários sempre foram respeitosos com a situação da Chape, mas isso durou até o último domingo.

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Em jogo válido pela última rodada do segundo turno do estadual, torcedores do Criciúma foram flagrados entoando um ofensivo canto contra a Chapecoense : "Ao, ão, ão, abastece o avião", fazendo clara referência à queda da aeronave na Colômbia, que teve pane seca antes de chegar ao aeroporto de Medellín, na Colômbia.

Veja no vídeo abaixo:

Os responsáveis pelo ato lamentável foram bastante vaiados pelos outros torcedores que estavam no estádio Heriberto Hülse e que se solidarizam com a situação do clube de Chapecó.

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Campeã do segundo turno do Catarinense - a Taça Sandro Pallaoro - , a Chape apenas cumpriu tabela contra o Criciúma. Os dois jogos da grande final diante do Avaí estão marcados para o dia 30 de abril, na Resscada, em Florianópolis, e 7 de maio, na Arena Condá.

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Vale lembrar que 71 pessoas morreram na tragédia, incluindo jogadores, membros da comissão técnica, diretoria e tripulação. Apenas seis sobreviveram: os jogadores Alan Ruschel, Neto e Follmann, o jornalista Rafael Henzel, uma aeromoça e um técnico da aeronave.

Polêmica também em Portugal

No começo de abril, a tragédia envolvendo o acidente aéreo também foi lembrada de uma forma indevida durante um jogo de handebol em Portugal. A torcida "Super Dragões", do Porto, cantou uma música dizendo que gostaria que o avião da Chapecoense fosse o do Benfica. O clube brasileiro emitiu uma nota lamentando a postura dos portugueses, considerando aquilo um "desrespeito à memória dos mortos e do clube".

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