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Atual mandatário tricolor superou Pimenta, o candidato da oposição, e comandará o clube até dezembro de 2020

Leco foi reeleito presidente do São Paulo
Twitter Oficial/Reprodução
Leco foi reeleito presidente do São Paulo

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é novamente presidente do São Paulo Futebol Clube. Atual presidente e candidato da situação, o dirigente confirmou o favoritismo na eleição desta terça-feira à noite, realizada no Salão Nobre do Morumbi, e superou o opositor José Eduardo Mesquita Pimenta, mandatário no início da década de 90.

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No total, 239 conselheiros estavam aptos a participar da eleição, mas alguns não puderam comparecer e 225 votaram. Ou seja, foram 14 ausências. E Leco ganhou com uma margem confortável: 123 a 102, uma diferença de 21 votos.

Aos 78 anos de idade, Leco ocupa o cargo de presidente do São Paulo desde outubro de 2015, quando passou a cumprir um mandato "tampão", que se fez necessário por conta da renuncia do então presidente Carlos Miguel Aidar. Reeleito, ele fica no cargo pelos próximos dois anos e oito meses, até dezembro de 2020.

Leco com o patrono Laudo Natel e seu aliado Roberto Natel
Igor Amorim / Site oficial do São Paulo
Leco com o patrono Laudo Natel e seu aliado Roberto Natel

Roberto Natel, que a princípio concorreria na eleição como oposição, desistiu da candidatura e se juntou à chapa do atual mandatário, tendo agora a função de vice-presidente tricolor. Marcelo Abranches Pupo Barboza foi escolhido o novo presidente do Conselho Deliberativo.

Já os eleitos para o Conselho Fiscal foram Wanderson Martins, Augusto Viola Alves, José Edgard Galvão, Vinicius Cardoso Leite e Leandro Alvarenga.

Vale lembrar que Leco receberá um salário que pode chegar a, no máximo, R$ 27 mil por mês. Essa é uma das muitas alterações recentes que foram feitas no Estatuto do São Paulo, que acabou sofrendo uma reforma depois de reclamações e ameaças da oposição.

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Favoritismo e boa gestão

Carlos Augusto de Barros e Silva chegou como favorito e confirmou as expectativas. Depois de passar por um momento político bastante conturbado em 2015, com a renúncia de Aidar após algumas denúncias de corrupção e má administração, os bastidores do São Paulo se acalmaram. E se acalmaram muito em função da atual boa gestão de Leco.

Leco é presidente do São Paulo
Arquivo iG
Leco é presidente do São Paulo

Desde quando assumiu há pouco menos de dois anos, o dirigente tinha a missão de pacificar a política são-paulina, além de conseguir montar um time competitivo para disputar títulos e, acima de tudo, tentar sanar as finanças do clube, que tinha uma dívida que beirava a casa dos R$ 300 milhões. Tudo isso foi cumprido, fortalecendo o dirigente.

Depois de registrar um déficit de R$ 172 milhões somando os anos de 2014 e 2015, o São Paulo conseguiu reverter o quadro na temporada passada. O balanço recente apresenta um superávit pouco superior a R$ 1,3 milhão. No âmbito do futebol, foi a atual gestão que buscou contratações de impacto, como Cueva, Lucas Pratto e Maicon, entre outros, além de efetivar o ídolo Rogério Ceni como treinador da equipe.

Oposição abalada

Algumas horas antes do início pleito, o conselheiro de oposição Newton Ferreira, conhecido como Newton “do Chapéu”, tentou adiar a votação com uma ação na 3ª Vara Cível, foro regional XV do Butantã, alegando que 59 conselheiros vitalícios eleitos em 2004, antes da reforma do estatuto do clube, não teriam o direito de exercer o poder de veto. A solicitação, no entanto, foi indeferida.

O candidato da oposição José Eduardo Mesquita Pimenta foi e financiado pelo empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF, empresa-alvo da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal. 

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A candidatura do rival de Leco também foi abalada após apoio dado a ele nas redes sociais pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, figura polêmica no clube, que renunciou em 13 de outubro de 2015 após várias denúncias de corrupção. No começo da campanha, Pimenta já havia se manifestado a favor da reabilitação de Aidar, mas, diante da reação negativa da maioria dos 239 conselheiros que compõem o colégio eleitoral do clube, prometera à sua equipe não tocar mais no assunto. O apoio aberto de Aidar, dado na reta final de campanha, explicitou a relação entre ambos.

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