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Uma carta foi encontrada perto do local das explosões e faz referência ao atentado de dezembro passado contra um mercado de Natal em Berlim

A polícia da Alemanha investiga a hipótese de ato terrorista e extremismo islâmico nas explosões que atingiram o ônibus do Borussia Dortmund na última terça-feira, pouco antes da partida contra o Monaco pela Liga dos Campeões. Segundo a porta-voz da Procuradoria Federal, Frauke Köhler, as autoridades prenderam uma pessoa suspeita da ação: trata-se de um homem pertencente a "ambientes islâmicos". Outro suspeito está sendo procurado e os apartamentos de ambos já foram revistados.

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Ocorrido perto do hotel onde a delegação se hospedava, em Dortmund, o incidente deixou duas pessoas feridas: o zagueiro espanhol Marc Bartra, atingido por estilhaços de vidro - e, por isso, teve que passar por cirurgia -, e um membro da polícia que fazia a escolta do time, vítima de um "trauma acústico".

Polícia investiga atentado a bomba contra o ônibus do Borussia Dortmund
DPA
Polícia investiga atentado a bomba contra o ônibus do Borussia Dortmund

Segundo o jornal "Sueddeutsche Zeitung", uma carta de reivindicação foi encontrada perto do local das explosões e faz referência ao atentado de dezembro passado contra um mercado de Natal em Berlim, que deixou 12 mortos, e às missões da Aeronáutica da Alemanha na Síria.

"Em nome de Deus, o clemente e misericordioso", diz o texto da correspondência, citando uma frase presente no "Corão". "12 infiéis foram mortos pelos nossos benditos irmãos na Alemanha. Mas, ao que parece, você não se importa com seus pequenos e sujos súditos. Seus [caças] Tornado continuam a voar sobre o território do Califado para assassinar muçulmanos", afirma a carta, em trecho divulgado pela agência "DPA".

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O texto contém diversos erros de ortografia e provavelmente foi escrito no computador. Os investigadores ainda analisam sua autenticidade e não excluem a possibilidade de que seja uma pista falsa. Outra hipótese é que o ataque tenha sido realizado por grupos de extrema esquerda que acusam o Borussia Dortmund de não se empenhar na luta contra racistas, neonazistas e populistas de direita.

Ainda assim, em 2015, a famosa "Muralha Amarela", apelido da torcida que fica atrás de um dos gols do estádio Signal Iduna Park, foi uma das que se manifestou em defesa dos refugiados. Além disso, o próprio clube já fez diversas ações para ajudar deslocados externos acolhidos na Alemanha.

Carta "nazifake"

Uma suposta reivindicação anarquista foi postada em um portal local de forma anônima, mas acabou rapidamente removida. "A consideramos como uma carta 'nazifake'", disse um dos gestores do site à "DPA".

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De acordo com o tabloide "Bild", a polícia revelou que os três explosivos foram colocados em uma área fora do alcance de câmeras de segurança e acionados à distância, o que indica uma ação bem planejada. A partida entre o clube alemão e o Monaco, válida pelas quartas de final da Liga dos Campeões, foi remarcada para esta quarta-feira.


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