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Vice-presidente da Federação Chinesa de Futebol apontou quais são os planos a médio e longo prazo para o desenvolvimento do esporte no país

A China foi o quinto país que mais gastou com contratação de jogadores em 2016 e levou diversos atletas que receberão salários astronômicos. Em 2017, serão 24 brasileiros na Liga Chinesa de futebol, mas é a longo prazo que os dirigentes chineses têm pensado.

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Lin Xiaohua, vice-presidente da Federação Chinesa de Futebol (CFA) foi quem falou dos planos da China para daqui alguns anos, em busca de um desenvolvimento maior do futebol chinês, que tem se manifestado justamente com a ida de jogadores e técnicos para lá.

Lin Xiaohua é o vice-presidente da Federação de Futebol da China e contou os planos a médio e longo prazo do país
Reprodução
Lin Xiaohua é o vice-presidente da Federação de Futebol da China e contou os planos a médio e longo prazo do país

"Estamos tentando manter a calma e tentando atingir um desenvolvimento constante e sustentável do futebol chinês", afirmou o mandatário, durante o "Football Talks", evento de conferências que acontece na cidade de Estoril, em Portugal, até o final desta semana.

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O vice-presidente da CFA lembrou que já estão sendo executados projetos que serão cumpridos até 2050. Ele lembrou também que o país ocupa atualmente a 87ª posição no ranking masculino da Fifa e tem um longo caminho pela frente para atingir um nível mais alto.

Até 2020, por exemplo, os números de campos de futebol devem passar de 10 mil para 70 mil, além da criação de dois centros treinamentos nacionais, um no norte e outro no sul do país, e a abertura de 20 mil escolas de futebol. Outra ideia é fazer com que o esporte mais praticado no mundo chegue onde ainda não é praticado. Para se ter ideia, existem aproximadamente dois mil clubes amadores naquela que é a nação mais populosa do mundo.

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"Muitos dos clubes profissionais chineses não têm mais de 20 anos. O profissionalismo é relativamente recente na China", lembrou Lin Xiaohua. "É muito difícil que os clubes profissionais sobrevivam na China. Muitos não têm um programa de desenvolvimento", continuou, referindo-se a necessidade de que todos os clubes profissionais tenham pelo menos três equipes de base.

Aumento de audiência

Por fim, o vice-presidente da CFA citou as transmissões para demonstrar que os resultados já começaram a aparecer, apesar de ainda ter muito pela frente. "Estamos felizes por ver que a Superliga (Liga da China) está sendo transmitida para 96 países do mundo, incluindo alguns da Europa", finalizou o dirigente.

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