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Arqueiro, que deixou a prisão recentemente após habeas corpus assinado pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, firmou contrato de dois anos

Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte
Divulgação
Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte

Duas semanas após deixar a prisão, o goleiro Bruno acertou a ida para o Boa Esporte, clube de Minas Gerais que irá disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2017, nesta sexta-feira (10). Ele havia negociado com vários clubes, mas acabou fechando com o time mineiro por duas temporadas. Bruno volta ao futebol profissional após sete anos. 

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O goleiro Bruno havia se reunido com a diretoria da equipe no começo da tarde desta sexta-feira, onde participou de um almoço em Varginha, Minas Gerais. Ele será apresentado oficialmente na próxima terça-feira (12), mas já posou para fotos com a camisa do novo clube. Segundo o atleta, o momento é de "superação". 

Mais cedo, para jornalistas que foram até o restaurante, o arqueiro já havia confirmado que o acerto estava próximo. "Eu vim aqui conhecer a estrutura do clube, estamos em fase de negociação, me agrada muito, é um time que está cada vez mais em alta, surpreendendo outros clubes, tenho amigos aqui que me falam muito bem, não vim aqui à toa, posso dizer pra você que alguma coisa pode acontecer de hoje para amanhã. Depende mais deles do que de mim", contou.

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Reações negativas

A reação na internet foi muito negativa. Assim que a notícia se tornou pública, muitos usuários foram até as redes sociais oficiais do Boa Esporte Clube e mostraram-se contrários à contratação. Além disso, outros usuários expressaram a revolta em seus próprios perfis. Confira abaixo:

O caso

Em 8 de março de 2013, após confessar a morte de Eliza Samudio, sua ex-mulher, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses seriam em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de meio que dificultou a defesa da vítima), cárcere privado e sequestro de Eliza e do filho deles Bruninho, além de ocultação de cadáver. Por ter confessado, a pena foi reduzida em três anos, mas aumentada em seis meses por ter sido "mandante".

No dia 24 de fevereiro, o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello assinou um habeas corpus ao goleiro Bruno  para que ele responda o seu processo em liberdade. A justificativa usada foi de que ele não foi condenado em segunda instância.

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