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Segundo a acusação, mafiosos tinham acesso a cartolas da Juventus com o objetivo de conseguir ingressos para revenda

Em depoimento dado nesta terça-feira à Comissão Parlamentar Antimáfia da Itália, o procurador da Figc (Federação Italiana de Futebol), Giuseppe Pecoraro, acusou o presidente da Juventus, Andrea Agnelli, de manter contato com membros da 'Ndrangheta, a máfia calabresa, uma das mais famosas do país.

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Segundo ele, Saverio Dominello e seu filho, Rocco, supostos representantes em Turim de um clã mafioso de Rosarno, sul da Itália, tinham acesso a cartolas da  Juventus com o objetivo de conseguir ingressos para revenda. Entre os dirigentes supostamente envolvidos, estaria o próprio Agnelli. 

Andrea Agnelli, presidente da Juventus, é investigado pela Justiça italiana
Divulgação / Site oficial / Juventus
Andrea Agnelli, presidente da Juventus, é investigado pela Justiça italiana

Já o CEO da Juve, Giuseppe Marotta, teria tido apenas conversas "ocasionais" com torcidas organizadas do clube bianconero - que seriam responsáveis por "mediar" as reuniões com mafiosos -, mas não foi envolvido nas investigações.

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"Respeitando os órgãos investigadores e julgadores, lembro que nunca encontrei líderes mafiosos. Aquilo que leio é falso", escreveu o presidente da Juventus no Twitter. Em seu depoimento, Pecoraro disse que pretende concluir o inquérito desportivo dentro de 10 dias.

Outra investigação em andamento

Já a investigação criminal, batizada de "Alto Piemonte" e que teve como alvo os tentáculos da máfia calabresa no norte italiano, não apresentou denúncia contra os cartolas da Juve. No entanto, o próprio Saverio Dominello, que cumpre prisão preventiva, contou em um depoimento que teve um encontro cara a cara com Agnelli para falar sobre ingressos.

Interceptado pela Justiça, o diretor de segurança da Velha Senhora, Alessandro D'Angelo, questionou o presidente sobre a suposta reunião em um telefonema. "Impossível", respondeu o mandatário da Juve.

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Em outro grampo, advogados perguntam a Andrea Agnelli se Rocco Dominello participava das reuniões com dirigentes. "Não, Rocco não estava", rebateu o presidente do clube. Além disso, em depoimento enviado à Procuradoria de Turim, a Juventus garante nunca ter dado "descontos" ou feito "homenagens" para torcidas organizadas. *Com informações da Ansa

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