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Igor Lebedev, vice-presidente da Câmara dos Deputados e membro da extrema-direita russa, propôs que os confrontos aconteçam com 20 pessoas

A Rússia é um dos países que mais sofre com violência entre torcidas, conhecidas como ultras e hooligans. Assim como no Brasil, os membros, muitas vezes, combinam antecipadamente e acertam um local para o confronto e a tentativa das autoridades, no mundo todo, é de eliminar isso, mas é o caso do deputado da extrema-direita russa, membro do Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR, na sigla em inglês), Igor Lebedev, que propôs a legalização dessas brigas.

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Isso mesmo, Lebedev quer transformar os confrontos em algo atrativo para os espectadores. Ele, que também é vice-presidente da Câmara dos Deputadores da Rússia , sugeriu a criação de lutas com 20 torcedores de cada lado com uma série de regras, como estarem desarmados. De acordo com Igor, os torcedores seriam obrigados a cumprir todas as normas do que ele chamou de draka (briga, em russo).

Hooligans da Rússia brigaram com ingleses na cidade de Lille, durante a Eurocopa de 2016
Divulgação
Hooligans da Rússia brigaram com ingleses na cidade de Lille, durante a Eurocopa de 2016

“Se os torcedores combinam um horário para se encontrar no estádio, eles podem ter regras à disposição nesse local. A Rússia pode ser a pioneira de um novo esporte. Não são os radicais, são torcedores que apoiam cordialmente as suas equipes", escreveu Lebedev, membro da direção executiva da federação russa de futebol, no site do seu partido.

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O político acredita que os ultras são vítimas de uma campanha midiática. “Eles às vezes brigam com torcedores de outros clubes, sim, mas nunca tocam em outras pessoas", acrescentou. Vale lembrar que a Copa do Mundo de 2018 irá acontecer na Rússia e já existe uma grande preocupação em relação a segurança.

Hooligans em ação na Euro 2016
Divulgação
Hooligans em ação na Euro 2016

Os hooligans, inclusive, já promneteram fazer um festival de violência durante o Mundial . Atos de discriminação por alguns dos ultras russos aumentaram de forma considerável desde a realização da Eurocopa de 2016, sediada na França, principalmente contra torcedores ingleses. Alguns chegaram a ser hospitalizados em coma.

Segurança garantida?

Vitaly Mutko, vice-primeiro ministro russo e também presidente do comitê organizador da Copa, garantiu que o país é seguro para sediar o evento. "A Rússia deu todas as garantias em relação à segurança e elas foram aceitas. Vamos cumprir totalmente as nossas obrigações", disse.

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