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Esquema internacional foi revelado em julho de 2016 em diversos estados do País e em divisões inferiores do Campeonato Paulista

O Ministério Público denunciou 13 acusados de participação na manipulação de resultados de jogos de futebol de diversos estados do Brasil e cidades do interior de São Paulo, sendo 11 brasileiros e dois estrangeiros. O juiz Ulisses Augusto Pascolati Junior, do Anexo do Torcedor do Juizado Especial Criminal, foi quem recebeu a intimação.

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De acordo com o processo, os réus estão sendo acusados de organização criminosa e corrupção ativa desportiva dentro do futebol . Neste último caso, por “dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial para alterar ou falsear o resultado de competição esportiva ou evento associado”.

Apostas fraudulentas no futebol chegaram ao Brasil
Reprodução/ANS
Apostas fraudulentas no futebol chegaram ao Brasil

O esquema de corrupção foi deflagrado pela Polícia Civíl de São Paulo em julho de 2016 na operação chamada "Game Over", quando foram expedidos dez mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão.

Em sua decisão, o juiz decretou a prisão preventiva de quatro acusados, dois brasileiros e os dois estrangeiros, que são malaios, por serem os mentores do esquema: Anderson Silva Rodrigues, Thiago Souza Coutinho, Jawhir Bin Saliman e Zulfika Bin Mohd Sultan.

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"Com efeito, em relação aos réus nacionais (Anderson e Thiago) percebe-se que estes acusados estão foragidos desde a decretação da prisão temporária. Ao contrário dos demais réus, estes se negam a colaborar com a justiça preferindo manterem-se foragidos. Anote-se que estes réus chegaram a constituir advogados, mas jamais compareceram aos autos. E mais, o réu Anderson, ao que se percebe, é o braço da suposta organização no Brasil, o que indica que, se em liberdade, continuará na prática espúria da corrupção privada desportiva", diz a decisão do juiz.

Outros envolvidos

Os demais envolvidos poderão responder ao processo em liberdade mediante o cumprimento de algumas medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; proibição de se ausentar do País e da comarca em que residem sem prévia autorização do juízo; e o recolhimento domiciliar no período noturno e dias de folga.

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Além dos quatro citados no processo contra a corrupção no futebol, os outros envolvidos são Marcio Souza da Silva, Jefferson Teixeira Cerqueira, Carlos Henrique Franco de Luna, Wanderley Santos Carneiro, Wanderley Santos Carneiro Júnior, Rodrigo Guerra do Bonfim, Marcos Danilo Ferrari, Carlos Eduardo Souza da Silva Rabelo e Francisco Jamilson Gonçalves.

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