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Caso joga suspeitas de evasão fiscal sobre estrelas do futebol

Um juiz espanhol emitiu uma ordem que proíbe a divulgação de resultados da investigação "Football Leaks", conduzida por 12 publicações europeias e que denunciou supostos crimes fiscais envolvendo diversas estrelas do futebol, incluindo Cristiano Ronaldo.

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O pedido foi feito pelos advogados do craque português e atendido pelo magistrado Arturo Zamarriego, de um tribunal de Madri. Segundo a defesa de Ronaldo, os dados do Football Leaks que abastecem a investigação podem ter sido obtidos por meio de um ataque cibernético contra o escritório de assessoria esportiva Senn Ferrero, pivô do escândalo.

Cristiano Ronaldo foi alvo do
Reprodução
Cristiano Ronaldo foi alvo do "Football Leaks"

Segundo informações do jornal espanhol "El Mundo", cerca de 150 milhões de euros em direitos de imagem do jogador português - obtidos entre 2009 e 2010 - "desapareceram" de uma moradia situada nas Ilhas Virgens Britânicas. A publicação dá conta que o escritório de advogados Icaza, Gonzalez Ruiz & Aleman está sediado naquela moradia, no primeiro andar, porque na parte de baixo do imóvel funciona uma farmácia.  

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Se a farmácia é frequentada todos os dias por clientes, o mesmo não se pode dizer do escritório de advogados. Este, igual a outras empresas instaladas no local como sedes de bancos e outros sociedades de advogados, estão na maioria das vezes fechados, com persianas abaixadas e com câmaras de vigilância no controle. Quando alguém quer entrar, precisa apresentar um chip. Tudo isso contribui para uma sensação de que algo, lá dentro, funciona de “forma extremamente secreta”.

Mais pessoas na mira

Outros envolvidos são o técnico português José Mourinho (Manchester United), o atacante argentino Gonzalo Higuaín (Juventus) e o empresário português Jorge Mendes, que agencia Cristiano Ronaldo.

Na maioria dos casos, os personagens do escândalo teriam usado uma rede de empresas de fachada para receber pagamentos por direitos de imagem em paraísos fiscais, escapando do fisco de seus países.

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O consórcio de publicações europeias, chamado EIC (European Investigative Collaborations), teve acesso a mais de 18 milhões de documentos do Football Leaks envolvendo o mundo do futebol e promete divulgar novas informações a cada semana.

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