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Celia Castedo Monasterio recebeu um documento de identidade de estrangeiro que lhe dá o direito de permanecer no Brasil por um ano

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Reprodução
Celia Castedo Monasterio, boliviana que mostrou erro em voo da Chapecoense, recebeu refúgio provisório no Brasil

A Polícia Federal de Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia, encaminhou na segunda-feira (5) o pedido de refúgio solicitado pela boliviana Celia Castedo Monasterio. Ela trabalha na Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia (Aasana), no aeroporto de Viru Viru, de Santa Cruz de la Sierra, e teria apontado problemas no plano do voo da Lamia, no dia 28 de novembro, que levava o elenco da Chapecoense.

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A aeronave da Chapecoense partiu da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra rumo a Medellín, em um trajeto de aproximadamente 3 mil quilômetros, exatamente o mesmo valor de sua autonomia. Ainda assim, o plano de voo não incluía escalas para reabastecimento e nem um aeroporto alternativo para o caso de desvios. Tais problemas foram apontados por Celia, porém o avião decolou do mesmo jeito.

Segundo a PF, Celia recebeu um documento de identidade de estrangeiro que lhe dá o direito de permanecer no Brasil por um ano. Até lá, o mérito do pedido de refúgio deve ser julgado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República informou que a boliviana também foi atendida na Procuradoria da República, em Corumbá. Em coordenação com as procuradoras Gabriela Tavares e Maria Olívia, a secretaria vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro.

A Aasana fez denúncia contra Celia no Ministério Público boliviano  por "não cumprimento de deveres" e "atentado contra a segurança dos transportes". Ela foi suspensa de suas funções por suspeita de negligência e pode pegar até quatro anos de prisão.

O governo da Bolívia abriu investigação contra a LaMia para saber como a companhia aérea recebeu autorização para operar no país, pois foram encontrados indícios de tráfico de influência e omissão de denúncia. Um gerente da LaMia teria relações diretas com um servidor da Direção Geral de Aeronáutica Civil (Dgac), agência reguladora de aviação civil boliviana. Dirigentes da Dgac e da Aasana foram afastados dos cargos até que durem as investigações.

Nesta quarta-feira, dois procuradores brasileiros vão participar de reunião de trabalho com membros dos Ministérios Públicos boliviano e colombiano, para tratar dos trabalhos de investigação sobre o acidente com o voo da Lamia.

O acidente

O avião transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes e caiu próximo à cidade de Medellín, na Colômbia, na madrugada de 29 de novembro. Ao todo, 71 morreram e seis ficaram feridas no acidente. Com informações da Agência Brasil .

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