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Ex-jogadora, Emily Lima foi a primeira mulher a trabalhar como técnica na CBF, onde comandou as seleções de base em 2013 e agora assume a principal

Emily Lima é a nova técnica da seleção feminina de futebol
Divulgação/Lucas Figueiredo/CBF
Emily Lima é a nova técnica da seleção feminina de futebol

Um dia histórico para o futebol feminino brasileiro! Pela primeira vez, a seleção feminina de futebol será comandada por uma mulher. Trata-se de Emily Lima , ex-jogadora, que foi confirmada nesta terça-feira, pela Confederação Paulista de Futebol (CBF), como técnica, após a saída de Vadão. Ela será apresentada oficialmente nesta quinta-feira, às 11h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

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Recentemente, Emily foi vice-campeã da Copa do Brasil de Futebol Feminino treinando o São José-SP e, como jogadora, atuou por equipes nacionais e também do exterior. O primeiro trabalho oficial da treinadora com a seleção feminina , que já comandou as seleções de base (sub-15 e sub-17)  em 2013, será no Torneio Internacional de Manaus, previsto para dezembro próximo.

A CBF emitiu nota onde agradece o ex-técnico Vadão e também a comissão técnica, formada somente por homens, que estava à frente da seleção desde 2014.

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"A Diretoria da CBF agradece ao treinador Oswaldo Alvarez e a sua comissão técnica pelo trabalho e dedicação nestes dois anos e meio em prol do futebol feminino. Ao longo desse período, o treinador foi bicampeão do Torneio Internacional (2014 e 2015), conquistou a medalha de ouro pan-americana em Toronto 2015 e ficou entre as quatro melhores seleções dos Jogos Olímpicos Rio 2016", diz o comunicado.

BRASIL REPETE OUTRAS NAÇÕES

Com Emily Lima, o Brasil faz o que fez outras nações há alguns anos: colocar mulheres à frente das seleções femininas. Países como Estados Unidos, Alemanha e Suécia já eram comandadas por mulheres e, coincidência ou não, os resultados foram muito positivos. As norte-americanas foram campeãs mundiais em 2015 com Jill Ellis como técnica. Ela, inclusive, ganhou a Bola de Ouro da Fifa como melhor treinadora de 2015, desbancando dois técnicos.

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Nos Jogos Olímpicos deste ano, onde a seleção brasileira ficou sem medalhas (quarto lugar) e não por falta de raça por parte das jogadoras, a medalha de ouro ficou com a Alemanha, comandada por Silvia Neid e a prata com a Suécia, de Pia Sundaghe. Esta, além disso, foi bicampeã olímpica com a seleção estadunidense, em Pequim 2008 e Londres 2012 e vice-campeã mundial em 2011. Desde 2012 ela está à frente da Suécia e no Rio, eliminou os Estados Unidos nas quartas e o Brasil na semifinal, ambos nas penalidades.

Por esses e outros motivos, a seleção feminina de futebol precisava de uma mulher no comando técnico. Uma mulher que estuda, faz cursos, se atualiza sobre táticas, e conhece bem onde vai trabalhar. Emily vive a modalidade. Emily merece toda a sorte do mundo.

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