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Tumulto começou do lado de fora do estádio do Morumbi, após o apito final do jogo em que o São Paulo perdeu por 2 a 0

A Polícia Militar (PM) afirma ter detido dez torcedores envolvidos no tumulto nos arredores do Morumbi ao fim do jogo com o Atlético Nacional, pela Copa Libertadores, na noite desta quarta-feira. Uma confusão do lado de fora do estádio teve balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e causou ferimentos leves em três torcedores, que foram atendidos no ambulatório do local e liberados em seguida.

Policiais entraram em confronto com principal organizada do São Paulo
Marcello Zambrana/AGIF/AFP
Policiais entraram em confronto com principal organizada do São Paulo


Segundo o tenente coronel da PM Luiz Gonzaga, responsável pelo policiamento nos estádios da capital, o tumulto começou do lado de fora do estádio, após o apito final do jogo em que o São Paulo perdeu por 2 a 0, pelo confronto de ida das semifinais da Copa Libertadores. "Torcedores que estavam do lado de fora do Morumbi e usavam indumentárias da organizada do clube começaram a atacar vendedores ambulantes, depois passaram a roubar torcedores comuns", afirmou o tenente sobre os torcedores, que passaram a noite na delegacia e foram liberados na manhã desta quinta-feira.

Torcedores do São Paulo entraram em conflito com a PM
Twitter/Reprodução
Torcedores do São Paulo entraram em conflito com a PM


Gonzaga explicou que os responsáveis por iniciar a confusão passaram a partida sem entrar no Morumbi. "Quando a Polícia Militar agiu, alguns torcedores começaram a arremessar pedras e garrafas. Tivemos ainda 12 policiais feridos, com cortes e até queimaduras", contou. O tumulto foi na Avenida Jules Rimet, um dos acessos ao estádio. A PM reagiu com bombas de gás e balas de borracha para dispersar a multidão.

Os três torcedores feridos no confronto já foram liberados. "Foram vítimas de de baixa complexidade, com lesões superficiais. Um deles se lesionou ao pisar em caco de vidro. Das confusões na rua foram três atendimentos. Os feridos foram medicados e já liberados", afirmou o médico responsável pelo ambulatório do estádio, Pedro Batista Junior.