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Meia avalia que está no melhor momento de sua carreira, mas afirma que a seleção ainda está em formação

Com a ausência de Neymar, o meia Willian terá a missão de liderar tecnicamente a seleção brasileira na Copa América Centenário. Por aquilo que mostrou na temporada europeia, o ex-corintiano está preparado. Em uma eleição realizada entre torcedores e atletas do Chelsea, Willian foi eleito o "Jogador do Ano". Conseguiu o feito mesmo em uma temporada irregular da equipe, que ficou apenas em décimo lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado na Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain nas oitavas de final.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, antes da apresentação à seleção em Los Angeles, o meia, que esteve presente em todas as convocações de Dunga em sua segunda passagem, avalia que está no melhor momento de sua carreira, mas afirma que a seleção ainda está em formação. "Não podemos deixar a pressão atrapalhar o nosso trabalho”, diz.

Willian, meia da seleção
Andre Penner/AP
Willian, meia da seleção


Você foi eleito o melhor jogador do Chelsea na temporada e teve atuações consistentes na seleção brasileira. É o melhor momento da sua carreira?
Desde o início da minha carreira sempre tive o objetivo de melhorar a cada ano, não me acomodar mesmo nos meus melhores momentos e acho que tenho conseguido isso até agora. Acredito que desde que cheguei ao Chelsea, esse foi o meu melhor ano, individualmente, com números importantes. Por isso, acredito que é sim o melhor momento da minha carreira, mas não quero me acomodar, não vou parar por aqui.

Quais são suas expectativas para a Copa América, na qual a seleção terá jogadores jovens, com foco na preparação olímpica, e outros mais experientes?
Representar a seleção brasileira é sempre um motivo de muito orgulho pra mim e estou confiante. Acho que será uma competição muito difícil, como já foi a última Copa América (a seleção foi eliminada pelo Paraguai nas quartas de final, nos pênaltis), mas acredito que temos condições de fazer uma boa competição.

Como avalia o grupo de jogadores convocados?
Acho que o grupo é forte. Há jogadores com bastante experiência, outros jovens, mas já rodados, e podemos ter um time forte.

Como um dos líderes do elenco, como você lida com a pressão sobre a seleção brasileira, principalmente com as dificuldades das Eliminatórias, na qual o Brasil está em sexto lugar?
Quem está na seleção brasileira tem que estar preparado para a pressão. Sabemos que o momento da seleção, pelos últimos resultados em competições oficiais, aumenta ainda mais a cobrança, mas não podemos deixar essa pressão atrapalhar o nosso trabalho.

Você acredita que o time ainda irá crescer?
Temos uma seleção que ainda está em formação, está se encontrando aos poucos, e tem tudo pra crescer. Temos que trabalhar e ter um pouco de tranquilidade e paciência que as coisas vão acontecer.