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Seleções voltam a se enfrentar após duelo na final da Copa América do ano passado. Momento, porém, é diferente

Messi durante treino antes da partida contra o Chile
Reuters/Enrique Marcarian
Messi durante treino antes da partida contra o Chile

Pouco mais de oito meses depois de decidirem a Copa América de 2015, Chile e Argentina voltam a se enfrentar no Estádio Nacional - mesmo palco da decisão que terminou na primeira conquista chilena na competição após a vitória na disputa de pênaltis. Dessa vez, contudo, não há muito glamour em torno do jogo que começará às 20h30 (horário de Brasília) em Santiago - quem vencer deixará o rival em situação complicada nas Eliminatórias para a Copa de 2018.

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Em quinto lugar na tabela de classificação, com sete pontos, a seleção do Chile terá a estreia do técnico argentino Juan Antonio Pizzi, que foi contratado para o lugar do compatriota Jorge Sampaoli, que deixou o comando da equipe em janeiro após uma série de desentendimentos, denúncias de desvios de dinheiro para paraísos fiscais, entre outros problemas.

O primeiro jogo como técnico da seleção, que em sua carreira como jogador era atacante e defendeu clubes tradicionais como o River Plate e o Barcelona, será cheio de problemas. Os meias Jorge Valdivia e Arturo Vidal, além do atacante Eduardo Vargas, estão suspensos e desfalcam o Chile.

Entre as mudanças que deverão ser feitas por Pizzi, estão o fim da linha de três zagueiros, o que representa a entrada de Eugenio Mena, atleta do São Paulo, na lateral esquerda, além do aproveitamento de Fabián Orellana, destaque do Celta de Vigo, que faz boa temporada no Campeonato Espanhol.

Do lado argentino, um reforço de muito peso. O craque Lionel Messi voltará a defender sua seleção após ficar de fora nas quatro primeiras rodadas das Eliminatórias por conta de uma contusão no joelho esquerdo. Sem o astro, a Argentina conquistou só uma vitória, contra a Colômbia, na última rodada.

Mesmo com o triunfo, os argentinos ocupam apenas a sexta posição nas Eliminatórias, com cinco pontos - portanto, fora da zona de classificação para o Mundial da Rússia.

Em relação ao time que entra em campo nesta quinta, o técnico Gerardo Martino terá pelo menos cinco desfalques. Não enfrentarão o Chile o zagueiro Nicolás Otamendi, o volante Gaitán, os meias Javier Pastore e Enzo Pérez e o atacante Paulo Dybala.

Para o lugar de Otamendi, Martino deverá mandar a campo como titular o experiente zagueiro do Manchester City Martín Demichelis.

O trio de arbitragem da partida será brasileiro - Héber Roberto Lopez apitará o jogo e Marcelo Van Gasse e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa serão seus auxiliares.

Líder

Já nos 2.800 metros de altitude de Quito, o Equador, líder isolado das Eliminatórias, com 12 pontos, receberá o Paraguai e tenta manter os 100% de aproveitamento. Do lado equatoriano, o técnico Gustavo Quinteros não poderá contar com os atacantes Felipe Caicedo, artilheiro da competição com quatro gols, e Miler Bolaños, do Grêmio, que fraturou a mandíbula no clássico com o Internacional.

Já o Paraguai, que irá encarar o Brasil na próxima terça, em Assunção, tem como principal aposta a volta do atacante do Palmeiras Lucas Barrios. Os paraguaios ocupam o quarto lugar, com sete pontos, ao lado dos brasileiros, que estão em vantagem nos critérios de desempate.

Também nesta quinta, a Bolívia, oitava colocada, recebe a Colômbia, a sétima, às 17 horas (de Brasília), em La Paz, enquanto o Peru, de Guerrero, encara a Venezuela a partir das 23h15, em Lima, precisando de uma vitória, pois ocupa apenas a penúltima posição das Eliminatórias. Os venezuelanos estão na lanterna e ainda não pontuaram.