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13/06 - 12:52

Rodrigão já tem data para voltar às quadras e mantém vivo sonho olímpico
Em exclusiva ao iG Esporte, o meio-de-rede fala de sua recuperação, de seleção e afirma ser mais entrosado com Marcelinho do que com Ricardinho

Por Aretha Martins, do iG Esporte

SÃO PAULO – Oito anos de seleção e nenhuma lesão grave. Ano de buscar o bi olímpico e o ligamento cruzado do joelho esquerdo rompido. Esse é o drama que vive o meio-de-rede Rodrigão, titular da seleção brasileira e do italiano Lube Macerata.

O jogador está em tratamento intensivo para representar o Brasil na Olimpíada e, segundo os médicos da seleção, estará de volta às quadras no dia 10 de julho.

Rodrigão está concentrado em Saquarema com a seleção brasileira, que se prepara para tentar o oitavo título na Liga Mundial. Apesar da data fixada pelos médicos, o jogador está ansioso. “Se desse para adiantar uma ou duas semanas seria perfeito”, diz Rodrigão.

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Rodrigão rompe ligamento do joelho na Itália

O atleta se machucou no final de fevereiro, em um jogo do Macerata na Copa da Itália. Após um bloqueio, Rodrigão pisou no pé de um companheiro. “Só sabia que eu tinha torcido o joelho. Passaram um remédio para tirar a dor e eu tentei voltar, mas a perna não estava bem”, comenta. Depois de alguns exames foi detectada a ruptura do ligamento e Rodrigão passou, pela primeira vez na carreira, por uma cirurgia.

“A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi o medo de perder as finais do Italiano, porque o time estava jogando muito bem”, conta. “Depois veio o medo de pôr em risco a Liga e a Olimpíada. Era um ano para disputar muita coisa”, lembra o jogador.

Apesar da gravidade da lesão, Bernardinho manteve a palavra e o convocou para a seleção. Quando o central se machucou, o técnico comentou que esperaria a sua recuperação. “Eu já esperava isso dele. Se fosse diferente ia ficar muito abatido”, diz. “Não estaria me empenhando tanto para voltar e faria tudo com mais calma, para voltar a jogar só no clube em setembro”, completa. Na Itália, o torneio nacional já terminou e os jogadores agora estão em férias.

Parece que o incentivo do técnico deu certo. No sábado completou dois meses da cirurgia de Rodrigão. “Já consigo fazer bastante coisa. Estou correndo, nadando, batendo bola e um fazendo pouco de deslocamento. Ainda não salto e nem faço deslocamento com velocidade”, explica. “Não sinto mais dor, só um pouco de medo”, fala Rodrigão.

O meio-de-rede fica em Saquarema com a seleção até o início da Liga Mundial, em junho. Depois, o Brasil parte para uma climatização em Japão, antes da Olimpíada de Pequim. “Às vezes penso: ‘poxa, será que vou conseguir?’. Mas não adianta ficar assim. Tem que ter cabeça no lugar e continuar”, diz. “E é cabeça em Pequim desde agora”, garante.

Caminho do ouro olímpico e a seleção sem Ricardinho
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Rodrigão defende as cores do Brasil
De acordo com o meio-de-rede, o Brasil precisa ficar atento a Sérvia, Rússia e Itália na Liga Mundial e em Pequim. Mesmo longe do pódio nas últimas competições, os italianos podem ser perigosos. E o aviso vem de quem joga na Itália desde 2005.

“Se tiver empenhada, a Itália volta a jogar bem. A seleção tem muitos problemas internos, mas tem muita gente com vontade de jogar e esquecer tudo”, garante. Rodrigão também coloca a Bulgária no grupo dos “ameaçadores”. “Acho que eles têm alguma coisa contra o Brasil porque quando jogam contra a gente até parecem outro time e crescem bastante”, completa.

Mais uma vez a equipe de Bernardinho vai jogar sem Ricardinho, cortado da seleção na véspera do Pan-americano do Rio de Janeiro. Segundo Rodrigão, toda a confusão com afastamento do levantador já acabou. “Ricardo virou a cara para todo mundo e a gente não tem mais o que falar ou o que fazer. Ele não quis mais, mas a gente continuou com a seleção”, explica.

Além disso, Rodrigão também defende Marcelinho, agora o levantador titular do Brasil. “Eu sempre me senti mais entrosado com o Marcelo porque jogamos juntos no Suzano. A equipe toda está muito entrosada e todos aprenderam a respeitá-lo em quadra”, conta.

Jogar no Itália ou voltar para o Brasil?
Rodrigão ainda tem mais um ano de contrato com o Lube Macerata, na Itália. “Renovaram até para eu ter mais tempo de cuidar da lesão no joelho”, afirma o jogador. Mesmo atuando no que é considerado o melhor campeonato nacional do mundo, Rodrigão não esconde a vontade de voltar a jogar em casa.

“Quero voltar para o Brasil, mas os clubes ainda não estão preparados e não conseguem trazer muitos jogadores. São os problemas financeiros”, diz. Entretanto, quando tiver a oportunidade de jogar mais uma vez no País, o meio-de-rede já tem até um clube de preferência.

“Não tenho um time de coração, mas queria jogar no Banespa porque é perto de casa. Poderia jogar e ainda morar em casa”, revela o atleta. O Banespa fica em São Bernardo e a casa de Rodrigão é na Praia Grande, litoral paulista, apenas uma hora de carro do clube.

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Paredão italiano!
Rodrigão é um dos homens de bloqueio de seu time na Itália, o Lube Macerata

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