Momentos marcantes de 2016 na Fórmula 1
Stella Vicente / Reprodução Redes Sociais
Momentos marcantes de 2016 na Fórmula 1

Movida pela nostalgia da Gen Z, geração da qual esta autora (e a maioria dos nascidos nos anos 2000) faz parte, a trend do momento é voltar a 2016. Fotos com a estética da época tomaram conta do Instagram, plataforma que viveu seu grande boom naquele ano, e também do TikTok, que, curiosamente, nem existia naquela época.

E já que muita gente anda dizendo por aí que 2026 é o novo 2016, nada mais justo do que revisitar o que estava acontecendo naquele ano icônico, mas dentro da Fórmula 1. Foi em 2016 que um tal de Max Verstappen chegava à Red Bull, enquanto a Mercedes precisava lidar com uma guerra interna entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Além disso, a forma de consumir o esporte, e até quem o consumia, era bem diferente do que vemos hoje.

Uma nova era

Que a Fórmula 1 mudou - e muito - desde então, não é novidade para ninguém. Um marco fundamental dessa transformação foi a estreia de Drive to Survive, série da Netflix lançada em 2019, que ajudou a humanizar os pilotos aos olhos do público.


Se em 2016 eles eram vistos como figuras quase inalcançáveis, com pouquíssima exposição fora das pistas, hoje muitos são verdadeiras estrelas das redes sociais.

Naquela época, o contato com os pilotos se limitava, basicamente, às entrevistas formais e extremamente ensaiadas das coletivas de imprensa, antes e depois das corridas. Hoje, eles produzem conteúdo para patrocinadores, para as contas das equipes e para seus próprios perfis. De 2016 pra cá, essa barreira caiu, e a Fórmula 1 ficou muito mais próxima dos fãs.

Novas pessoas, novos meios

E esse talvez seja um dos pontos que mais passaram por transformação. Dados mostram que, em 2016, a Fórmula 1 era consumida majoritariamente por homens mais velhos, a chamada torcida “raiz”. Hoje, jovens e mulheres cresceram de forma exponencial dentro desse público.

Com isso, a forma de consumir o esporte também mudou. Antes, bastava assistir à corrida no domingo. Hoje, não mais. Há conteúdos sendo produzidos antes, durante e depois dos GPs, especialmente nas redes sociais, para quem quer acompanhar a categoria mesmo sem entender todos os detalhes técnicos.

Momentos históricos

Quando se fala em 2016, é impossível não lembrar da briga interna da Mercedes, que dominava a Fórmula 1 naquela temporada. O então campeão Lewis Hamilton acabou derrotado pelo próprio companheiro de equipe, Nico Rosberg, em um ano marcado por tensão, caos e disputas intensas, que culminaram na aposentadoria do alemão logo após conquistar o título.


Em 2026, o cenário na Mercedes é completamente diferente. A equipe perdeu o domínio que manteve até 2021 e agora aposta em uma nova dupla, formada por George Russell e Kimi Antonelli, que, ao menos por enquanto, não dá sinais de uma rivalidade interna tão explosiva.

E se em 2016 Max Verstappen era visto como um piloto irresponsável e imprudente, hoje, em 2026, ele é simplesmente tetracampeão mundial e um dos maiores ícones da atual geração, talvez até de toda a história recente da Fórmula 1.


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