
A Fórmula 1 está no Brasil para a 21ª etapa da temporada de 2025, o Grande Prêmio de São Paulo, e como já é tradição, pilotos e equipes participam de eventos, compromissos com marcas e interações com fãs. Mas entre tantos flashes e aparições públicas, um gesto discreto chamou a atenção. Foi do italiano Andrea Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, que decidiu fazer um tributo a um dos maiores nomes da história da categoria: Ayrton Senna.
Na última quarta-feira, o piloto de apenas 19 anos visitou o túmulo de Senna no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. Antonelli registrou o momento e publicou nas redes sociais com a legenda “começando a semana visitando um lugar especial”. Minutos depois, outro registro comoveu ainda mais: ele permaneceu no local, sentado em um banco, usando fones de ouvido e lendo um livro com a imagem de Ayrton na capa.
Um ídolo que ele nunca viu correr
Kimi Antonelli nasceu em agosto de 2006. Ayrton Senna morreu em maio de 1994, após o acidente no GP de San Marino, mais de dez anos antes do jovem vir ao mundo. Ainda assim, o italiano fala com frequência sobre a admiração que sente pelo brasileiro. Como alguém que nunca o viu correr ao vivo pode ser tão impactado por sua história?
A resposta está no que Senna representa. Antonelli contou algumas vezes que assistiu a corridas antigas em DVDs e ficou impressionado com a forma como ele pilotava. Tricampeão mundial, Ayrton sempre foi mais do que números ou vitórias. Foi entrega, intensidade, fé e nacionalismo. Algo que atravessa o tempo.
E não é só com ele. Isso aconteceu comigo também. Nasci em 2000, anos depois do trágico domingo em Ímola, mas cresci ouvindo meus pais falarem do Senna como quem fala de um herói. E, como eu, tantos jovens brasileiros e estrangeiros se conectaram a esse legado. Porque ele ultrapassou décadas, fronteiras e gerações.
Todos os anos, na semana do GP de São Paulo, a memória de Senna ganha ainda mais força. No Autódromo José Carlos Pace, nas transmissões ao redor do mundo, nas bandeiras verde e amarela nas arquibancadas e, principalmente, na reverência de pilotos. Outro grande ícone do automobilismo, Lewis Hamilton, por exemplo, nunca escondeu que Senna é sua maior inspiração. Agora, uma nova geração, como Antonelli, faz questão de manter essa chama acesa.
De fato, Senna será para sempre.
