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Justiça Desportiva deve confirmar punição do avante do Palmeiras nos próximos dias; também cabe ao clube se apressar em dar o exemplo

Depois de atingir um adversário com uma cusparada, no clássico entre Palmeiras e Corinthians no Allianz Parque no último sábado (2), certamente o atleta – nesta hipótese mais jogador de futebol que atleta – Deyverson, do Palmeiras, será denunciado pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva, em decorrência do péssimo incidente.

A mídia já noticiou e, para os que assistiram o jogo, a cusparada ficou clara. O palmeirense, inclusive, em seu perfil pessoal em redes sociais já se desculpou perante todos. A conduta, portanto, é incontestável.

A súmula do jogo relata que: Cartão Vermelho Direto. Motivo: por atingir com uma cusparada o rosto do seu adversário de nº. 26, Sr. Richard Candido Coelho, quando o jogo se encontrava paralisado para a cobrança de uma falta em favor de sua equipe.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) tem como um de seus balizadores o princípio do espírito desportivo, tradicionalmente conhecido como fair play e é evidente que a conduta do jogador Deyverson está bem longe disso.

Deyverson será denunciado pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva,
Divulgação
Deyverson será denunciado pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva,

Para se ter ideia de tão repugnante que é o ato, cuspir em alguém tem pena mínima superior à de agressão física no (CBJD). Trata-se, portanto, de um ato vergonhoso e humilhante.

A pena prevista no Art. 254-B. do CBJD é de suspensão de seis a doze partidas, sendo certo que deverão ser levadas em consideração todas as atenuantes e agravantes para referida dosagem.

De toda sorte, é inimaginável pensar que nos dias atuais, com tantas câmeras ao redor do gramado, com apoio técnico, psicológico, financeiro e tudo mais que se possa imaginar, que um atleta de elite possa ter tal comportamento.

E no caso dele, não é a primeira vez. Vale lembrar que quando atuava na Espanha, teve a mesma e péssima atitude, cuspindo no rosto do uruguaio Godín, num confronto em que defendia o Alavés contra o Atlético de Madrid.

Deixando de lado qualquer opção por esse ou aquele time, é preciso pensar se uma atitude como essa não merece punição maior . Isso porque o ato de cuspir, por si só, já gera desconforto até visual, imaginemos dentro de um espetáculo, com torcedores (consumidores) que pagaram ingressos para assisti-lo...

Sinceramente a ideia de ter um atleta com parafusos a menos na cabeça, como disse Luiz Felipe Scolari, não deve ser engraçada, mas sim levada muito a sério pelo clube. Afinal, é a imagem da instituição, dos patrocinadores, dos fornecedores de materiais esportivos que estão atreladas, ainda que indiretamente, ao fato.

Vamos aguardar a condenação do Tribunal de Justiça Desportiva e principalmente o posicionamento e, quem sabe, uma atitude da diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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