Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras arrow-options
Divulgação / Palmeiras
Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras

Amigos,

Sei que estamos em 1930. Eu venho do futuro – de 2020, precisamente – contar como o mundo está. Não, calma. Não teremos carros voadores como vocês imaginam. Ninguém vai voar de São Paulo até Mogi das Cruzes. Os carros serão mais modernos. Mas ainda assim serão carros. A televisão em breve vai chegar ao Brasil. E, em 90 anos, será colorida e terá muita diversidade. Acredite: você vai conseguir assistir o Palmeiras pela TV. Olha que maravilha.

O estádio será uma arena. Belíssima arena, inclusive. O Allianz Parque. O palmeirense sentirá orgulho de sua casa. Vários grandes times vestirão verde já nos próximos anos. As academias, virá a Parmalat, goleadas e mais goleadas em nosso palco. Atente-se principalmente a dois nomes: Ademir da Guia e Marcos. Eles serão os principais nomes da história palmeirense. Um será meio-campista. Nascerá em 12 anos. Clássico, elegante, ritmista. O outro – que só jogará nos anos 90 e ainda nem é projeto – vai fazer defesas inesquecíveis. Marcos e Ademir. Não se esqueça.

Em 2020 o mundo não estará livre de guerras. O ser humano não terá a capacidade intelectual que se imagina agora. Continuará ignorante, brigando por espaço, querendo liquidar seus adversários. Bombas mais fortes, mais perigosas, mais ameaçadoras estarão ao alcance dos insanos. Paz – a palavra paz – vai ser pouco ouvida por vocês já nos próximos dias. Muita gente pagará com a própria vida. O burro preconceito ainda habitará a terra. A burrice não sairá de moda.

Mas voltando ao mundo tecnológico. Um aparelho chamado celular facilitará a conversa entre várias pessoas. Tipo: se você estiver no Japão e eu no Brasil - mesmo assim – conseguiremos conversar depois de poucos números pressionados. E mais: haverá um aplicativo (aplicativo, meu filho, é...) chamado WhatsApp. Ele será incrível. Você vai bater longos papos, gravar vídeos e áudios. Não terá barreira para separar um contato simples. O WhatsApp será uma maravilha. Terá importância profissional. Em 2020 quase toda população mundial usará WhatsApp. Menos Anderson Barros, diretor do Palmeiras. Tenha certeza: seus bisnetos usarão o tal do WhatsApp. Com pouquíssimas exceções. Barros é uma delas.

Isso não é uma crítica. Só é algo que até hoje não consigo entender. Anderson Barros não tem WhatsApp. Ele – que teoricamente precisa negociar com agentes, dirigentes e jogadores – deve usar da ligação, da lábia ou até mesmo do torpedo. Torpedo é mensagem de texto, algo meio arcaico que eu – confesso – não vejo desde 2010. Barros é ótimo para vender. O “modo compra” parece estar inabilitado no torpedão.

A modernização está por todos os lados. O Botafogo – ex-clube de Anderson Barros – infelizmente parou no tempo.

A torcida do Palmeiras pede contratações pelo WhatsApp.

O torpedão está vazio. Sem novas mensagens. A última é de 2011.

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