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Prass chegou em um momento difícil, disputou a Série-B e, depois, conquistou o Campeonato Brasileiro. Um dos maiores nomes do Verdão

Fernando, desde 2013 muitos meninos querem ser o Prass. E gritam seu nome a cada defesa na escola, em casa ou na rua. Desde 2013 você é herói de todo palmeirense. Do mais novo ao mais velho. Desde lá você defendeu times quase que indefensáveis. E times campeões. Juntos e misturados. Assim como a sua simplicidade de dar ouvidos a qualquer torcedor na rua. O Fernando é assim. E o Prass também. Num mundo que separa sobrenomes de nomes. Pobres de ricos. Gente de gente.

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Você é gente. Foi nosso braço quando Petros tomou distância. Quando Elias te encarou. Quando Gustavo Henrique foi bater. E foi nosso grito quando pegou a bola e desafiou o bom Vanderlei. Chutou forte no canto e correu sem rumo.

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Você foi o Palmeiras quando muitos não queriam ser. Veio e vestiu a camisa quando quase ninguém da sua qualidade viria. Fez milagres. O primeiro foi ajudar na nossa permanência, em 2014, apesar do corpo sofrer com grave lesão. Sua carreira ainda gira. Hoje aos 41 anos. Nunca jogou com o nome.

Fernando,

O palmeirense jamais imaginou que alguém poderia substituir Marcos. Substituir, não. Mas ocupar o lugar. Você não só fez isso. Você preencheu o espaço no campo e no peito. No gol e no berro. Ficou maior depois de chegar ao Allianz Parque. Manteve o alviverde do mesmo tamanho. Inteiro. Da mesma forma que você, Prass , continuou depois de dividir lugar com Weverton e Jaílson. Dois grandes. Um gigante. Você é o gigante. Talvez o único.

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Quando você parar – e que demore – seu nome vai continuar sendo gritado pelas crianças: defendeu, Prass.

Contigo a defesa que ninguém passa fica melhor.

Nós somos maiores gritando seu nome .