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Portugal e Espanha até venceram, mas não foi como parecia. Irã e Marrocos provaram o nivelamento e a dificuldade da Copa do Mundo

Espanha e Portugal tiveram muitas dificuldades. Portugal encarou Marrocos e foi surpreendido. O rival atuou melhor e merecia pelo menos o empate. Mas Cristiano Ronaldo – sempre Cristiano Ronaldo – fez o gol que garantiu a vitória. Antes do duelo, em conversas pelos bares paulistanos, diziam que o craque marcaria pelo menos três ou quatro vezes nos últimos jogos. E que Portugal e Espanha se classificariam com facilidade. Não foi o que aconteceu. O futebol é imprevisível, realmente.

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Marrocos e Irã se enfrentam em São Petersburgo em jogo dos 'patinhos feios' do Grupo B da Copa do Mundo
Divulgação/Fifa.com
Marrocos e Irã se enfrentam em São Petersburgo em jogo dos 'patinhos feios' do Grupo B da Copa do Mundo

Marrocos dificultou demais a vida dos europeus. E mais: dificultou jogando bola, pensando no ataque, sem se preocupar apenas em se defender. Já Portugal errou muitos passes e foi completamente dependente de Cristiano Ronaldo. Conclusão: correu diversos riscos desnecessários, comparando a diferença de qualidade dos dois times. Marrocos perdeu por falta de sorte e já não tem chance de classificação.  O goleiro Rui Patrício fechou o gol.

Mais tarde, a Espanha bateu o Irã por apenas um a zero. Ao contrário do que aconteceu com os portugueses, a Fúria foi melhor, teve mais a bola e propôs o jogo. Mas a organização tática do Irã realmente foi digna de elogios. Formava linha com seis defensores – sobretudo no primeiro tempo – quando o adversário ameaçava. Pela primeira vez vi esse arranjo. Os dois pontas sempre voltavam e recompunham a marcação, virando laterais. Não restava outra opção aos espanhóis: precisavam chutar de longe. E não é a praia deles.

David Silva é bom chutador. Acontece que a Espanha é um time de posse e toque de bola. Iniesta é a imagem e semelhança dos campeões do mundo de 2010. Preferem o toque ao chute. Eles criaram um modelo de jogo e não traem suas ideologias. É paciência pura, talento refinado e trocas de posições constantes – principalmente no último terço do campo. Com um centroavante fazedor de gols na frente: o brasileiro Diego Costa. Deu Espanha, mas foi complicado. Assim como foi para os portugueses. Mais ainda.

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“Não tem mais bobo no futebol”, disse alguém lá pela década de 70, 80, sei lá. Mas a frase é tão atual quanto a distribuição tática da equipe do Irã. Futebol é se reinventar o tempo todo. E ficar cada vez menos bobo com o passar dos anos.

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