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MPF solicita que processo seja paralisado até a apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental. Autódromo será construído em Deodoro

Novo autódromo do Rio de Janeiro será construído em Deodoro arrow-options
Divulgação
Novo autódromo do Rio de Janeiro será construído em Deodoro

A Justiça Federal suspendeu o edital de licitação da construção do autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro. A contratação do consórcio Rio Motosport, que venceu a concorrência para fazer o circuito, precisará ser interrompida pela prefeitura da capital fluminense.

O pedido de suspenção do processo foi feito, em caráter liminar, pelo Ministério Público Federal, que solicita que não haja nenhuma obra do autódromo até que seja apresentado o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e, consequentemente, a apresentação de uma licença para a realização da construção.

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Em princípio, o autódromo será edificado para receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.

O centro da questão gira em torno da área da Floresta do Camboatá, local em que se pretende erguer o autódromo. Para o MPF, o local “é o único ponto remanescente de grande porte de Mata Atlântica em área plana na cidade”.

A Justiça Federal, em documento assinado pelo juiz Adriano de Oliveira França, cita: “A suspensão da contratação do objeto da licitação em questão tem o condão de evitar danos não só ao meio ambiente, mas também prejuízos econômicos ao próprio ente federativo, caso venha a ser reconhecida a inviabilidade do empreendimento".

O anúncio de que o consórcio Motorsport venceu o edital de concorrência para a construção do autódromo foi feito no último dia 20 de maio . Pelo projeto da empresa, o autódromo terá capacidade de 80 mil lugares fixos, podendo ultrapassar 135 mil com estruturas provisórias, e contará com uma pista de 4,5 km de extensão.