Hamilton
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A decepção de Lewis Hamilton com a perda do oitavo título mundial na última volta do GP de Abu Dhabi ao ser ultrapassado por Max Verstappen após o polêmico safety car levantou dúvidas sobre sua permanência na Fórmula 1 na temporada de 2022. Desde a rápida declaração logo após a corrida, o piloto não se pronunciou em suas redes sociais nem deu entrevistas à imprensa. As declarações de Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes, dadas nesta quinta-feira, colaboram para o suspense.

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Wolff, em sua primeira entrevista após a corrida, não deu certeza se Hamilton estará no cockpit da Mercedes em 2022. O britânico, que completará 37 anos em janeiro, renovou o contrato com a equipe até 2023.

– Espero que Lewis continue competindo porque é o melhor piloto de todos os tempos. Como piloto, seu coração lhe dirá que deve continuar porque ele está no auge da carreira, mas temos que superar a dor causada no domingo. É um homem de valores claros – disse Wolff.

Nesta quinta-feira, a Mercedes desistiu de apelar ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) após os recursos feitos à FIA terem sido negados. Apesar disso, nem Wolff nem Hamilton vão comparecer à entrega dos troféus da temporada em Paris. A equipe alemã ganhou seu oitavo título seguido; já o britânico receberá a taça de vice-campeão. O prêmio será recebido pelo diretor técnico da Mercedes, James Allison.

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O chefe da Mercedes admitiu que vai levar tempo para superar o que aconteceu no domingo. A equipe considera que a decisão da direção de prova rasgou o regulamento para que houvesse a disputa entre os dois pilotos na última volta. Antes da entrada do safety car, Hamilton tinha larga vantagem para Verstappen a cinco voltas do fim.

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– Acho que não vamos superar nunca, não é possível. Espero que nós dois e o resto da equipe possamos superar o que aconteceu... mas ele (Hamilton) nunca vai superar a dor e a angústia que lhe causaram domingo – afirmou o chefe, acrescentando.– Não estarei lá por minha lealdade a Lewis e pela minha integridade.

Wolff ressaltou que a desilusão de ambos não é com o esporte. Mas a quebra de confiança na justiça do esporte pode abalar a relação com a Fórmula 1.

– Se quebrarmos esse princípio fundamental de justiça esportiva e a autenticidade do esporte, de repente o cronômetro não se torna mais relevante porque estamos expostos a decisões aleatórias. E você começa a questionar se todo o trabalho que tem feito, o suor, as lágrimas e o sangue podem realmente ser demonstrados para trazer as melhores performances na pista, porque podem ser retiradas aleatoriamente.

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