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Ex-piloto e atual chefe de equipe da Mercedes contrariou a decisão da F1 de tirar as grid girls a partir da temporada de 2018 da elite do automobilismo

Niki Lauda, tricampeão mundial de F1 e chefe da equipe Mercedes
Reprodução
Niki Lauda, tricampeão mundial de F1 e chefe da equipe Mercedes

A organização da Fórmula 1 anunciou que as grid girls não iriam mais participar a partir da temporada de 2018. A notícia deu o que falar e causou opiniões divergentes em todo o mundo do automobilismo. Dentre os que não apoiam a decisão, está o tricampeão mundial Niki Lauda.

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O ex-piloto austríaco, hoje com 68 anos de idade, se mostrou contrário às novas regras. "Essa decisão é contra as mulheres. Os homens tomaram a decisão sobre a cabeça das mulheres. Isso não está fazendo nenhum favor para a Fórmula 1, muito menos para as mulheres", disse o tricampeão de F1 ao jornal Der Standard.

"O quão estúpido eles podem ser? São idiotas? Espero que haja uma maneira de reverter essa decisão. Não me importaria em ver rapazes ao lado das garotas no grid. Por que não? Grid girls sempre pertenceram à Fórmula 1, e elas têm que continuar pertencendo. Mulheres estão intensificando sua presença (em cargos de liderança) e estão fazendo isso muito bem. Isso é caminhar na direção certa", completou Niki Lauda .

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Opinião delas

"E o inevitável aconteceu, as  grid girls  estão banidas da F1. É ridículo que mulheres que dizem que ‘brigam pelo direito das mulheres’ queiram determinar o que outras devem ou não fazer, nos impedindo de fazer um trabalho que amamos e do qual nos orgulhamos. O politicamente correto ficou louco", escreveu Rebecca Cooper, modelo que trabalhou como grid girl da F1 cinco vezes, em seu Twitter.

Rebecca disse ainda que as mulheres que trabalham com automobilismo têm sua imagem deturpada e que não são como "móveis pouco revestidos" ou tem a intenção de "provocar" os outros, que são casos de frases que ouvem, segundo ela. Juntamente com o protesto, ela publicou fotos das roupas que já usou como grid girl.

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Quem também se pronunciou de forma contrária ao fim de mulheres antes das provas de F1 foi Michelle Westby, que, além de ser modelo no mundo de esportes a motor, trabalha como piloto dublê e em corridas de drift.

“Se eu não fosse grid girl, não estaria onde estou hoje, em um ambiente predominantemente dominado por homens, inspirando e influenciando outras mulheres a buscarem seu espaço. Recebo mensagens o tempo todo dizendo que sou inspiração. O que as pessoas não percebem é que conhecemos os produtos e as equipes que estamos promovendo, é parte do nosso trabalho também”, criticou.

“E os uniformes, cabe a nós nos sentirmos à vontade neles. Estamos mais vestidas do que adolescentes que vão ao supermercado. É frustrante pensar que muitas meninas perderam sua fonte de renda porque feministas pensam que sabem mais do que realmente sabem, quando não tem ideia de como é nosso trabalho”, acrescentou Michelle, que defende o mesmo pensamento do tricampeão Niki Lauda.