Mural do artista Gabriel Griffa em homenagem ao falecido jogador argentino Emiliano Sala, fotografado em Carquefou, na França, em 26 de abril de 2022
LOIC VENANCE
Mural do artista Gabriel Griffa em homenagem ao falecido jogador argentino Emiliano Sala, fotografado em Carquefou, na França, em 26 de abril de 2022
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O Cardiff City avalia o prejuízo sofrido na disputa judicial contra o clube francês Nantes desde o acidente de avião que custou a vida do atacante argentino Emiliano Sala em 2019 em mais de 120 milhões de euros (cerca de R$ 660 milhões pela cotação atual), indicou nesta segunda-feira (22) a advogada do clube.

Após "uma análise aprofundada" realizada por um perito judicial, "o prejuízo do Cardiff é estimados em 120,2 milhões de euros", disse nesta segunda-feira à AFP a advogada Céline Jones, confirmando informações do jornal L’Équipe.

Esta análise será apresentada nesta segunda-feira ao Tribunal Comercial de Nantes, que deverá definir o calendário do processo que opõe os dois clubes desde a morte de Sala num acidente de avião, em janeiro de 2019.

O atacante de 28 anos morreu no acidente de uma pequena aeronave que o transportava de Nantes para Cardiff, onde ia ser apresentado à sua nova equipe, depois de os dois clubes terem acertado a transferência do jogador.

O Cardiff City considera que o Nantes foi o responsável pelo voo privado e que a contratação do atacante argentino ainda não havia sido efetivada no momento do acidente, ocorrido no Canal da Mancha.

O clube galês reivindica uma indenização ao Tribunal Comercial de Nantes pela perda de rendimentos que sofreu devido ao acidente de Sala.

"Se Sala tivesse podido jogar, ele teria marcado gols entre janeiro e junho de 2019 e o Cardiff teria permanecido na primeira divisão. Seria irreal pensar que ele não teria marcado gols", disse Jones em uma audiência realizada em junho de 2023.

Em outro processo relacionado a este litígio, o tribunal da Fifa ordenou no ano passado que o Cardiff pagasse ao Nantes o restante da transferência acordada, ou seja, cerca de 11 milhões de euros (cerca de R$ 60,5 milhões) dos 17 milhões (R$ 93,6 milhões) em que a operação foi acordada.

    AFP

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