
A histórica vitória da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 deve terminar nos tribunais da Fifa. Ignorando o veto da entidade a manifestações políticas em campo, os jogadores argentinos celebraram o triunfo estendendo uma faixa com os dizeres "As Malvinas são argentinas", tomada das arquibancadas.
O ato violou as regras disciplinares do torneio e a seleção sul-americana agora aguarda a abertura de um processo que resultará em punições financeiras e desportivas.

O que diz a regra?
O Código Disciplinar da Fifa é categórico: manifestações políticas, ideológicas ou religiosas são expressamente proibidas em suas competições.
Segundo o parágrafo 2 do artigo 17 do documento, federações e clubes são diretamente responsáveis pela conduta de seus atletas e torcedores no gramado, incluindo o uso de gestos, palavras ou objetos para transmitir mensagens consideradas incompatíveis com o ambiente esportivo.
Por violar essa norma de neutralidade, a seleção argentina fica sujeita a uma série de sanções previstas pela entidade. A lista de punições do código disciplinar inclui:
- Aviso e advertência;
- Multas financeiras e obrigações pecuniárias;
- Devolução de prêmios e perda de títulos já conquistados.
Multas previstas
O texto ainda prevê responsabilização de associações caso "um ou mais de seus torcedores" causem "confusão durante a execução dos hinos nacionais". Antes da partida, os argentinos abafaram o hino da Inglaterra cantando "quem não pula é inglês".
A multa prevista para uma primeira infração sobre a faixa é de R$ 31 mil em casos leves e R$ 62 mil em graves. Os valores tem aumento de 100% a cada nova infração de mesmo tipo.
Os problemas durante o hino podem gerar multa de R$ 31 mil no primeiro caso e R$ 47 mil no segundo. A partir da terceira vez o aumento é de 100%.