Filipe Luis
Adriano Fontes/Flamengo
Filipe Luis

Derrotado por 2 a 0 pelo Corinthians na final da Supercopa do Brasil, no Estádio Mané Garrincha, Filipe Luís evitou associar o resultado a um suposto déficit físico do Flamengo e tratou o início de temporada como um recorte ainda em construção, apesar da sequência de derrotas.

O treinador apontou que o time passou boa parte do jogo empurrando o adversário mesmo em desvantagem numérica e insistiu na leitura de “contextos diferentes” para cada revés.

Questionado sobre a condição física e o impacto disso na série de resultados, Filipe Luís disse que o caminho não era “procurar culpados” e citou o comportamento do time na etapa final para sustentar a tese.

“Quando a vitória não vem, ou melhor, o resultado não vem, se começam a procurar eh desculpas ou culpados. E não não é assim”, afirmou.

Em seguida, reforçou: “a minha equipe acabou com um a menos o segundo tempo todo praticamente no campo do adversário”.

A expulsão de Carrascal, reclamada pelo treinador pela forma como ocorreu, foi o ponto de maior incômodo na entrevista.

Filipe Luís afirmou que o Flamengo havia planejado o segundo tempo em igualdade numérica e precisou adaptar a estratégia após a revisão. “Nunca tinha visto isso na minha vida”, disse, ao comentar o intervalo com jogadores em campo e retorno ao vestiário antes da decisão.

Ainda assim, procurou não transformar o episódio em justificativa para o resultado: “melhor não falar, não quero dar desculpa da derrota”.

Na análise do jogo, o treinador destacou equilíbrio até o lance que abriu o placar e colocou o gol corintiano na conta da eficiência em bola parada, além de lembrar que o Flamengo também teve chance semelhante antes de sair atrás.

“o futebol é essa linha fina entre a vitória e a derrota”, resumiu, ao tratar do impacto do escanteio que decidiu a partida e do peso das chances desperdiçadas ao longo do confronto.

Apesar do resultado, Filipe Luís negou que o Flamengo tenha jogado mal e disse que o foco era ajustar o que falhou nas duas áreas, sem transformar a sequência em crise.

Ele também apontou o mérito do adversário e a dificuldade gerada pela marcação individual do Corinthians, citando a necessidade de mais agressividade em profundidade, além de mudanças e retornos recentes no elenco.

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