OPINIÃO: Scarpa reforça a falta que irá fazer ao Palmeiras em 2023
Alexandre Guariglia
OPINIÃO: Scarpa reforça a falta que irá fazer ao Palmeiras em 2023


O torcedor do Palmeiras está triste com a recente eliminação na Libertadores para o Athletico-PR, mas deve estar também chateado com a contagem regressiva para a despedida de Gustavo Scarpa. A atuação do meia na semifinal reforçou a ideia de que ele fará muita falta ao elenco e aos palmeirenses, uma perda que cada vez mais se mostra irreparável e talvez insubstituível para a temporada 2023.

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Há cerca de dois meses a torcida alviverde soube que Scarpa havia assinado pré-contrato com o Nottngham Forrest, da Inglaterra, o que colocava um ponto final na possibilidade de renovar seu vínculo, que termina em dezembro. Naquele momento a perda já fosse sentida, mas não tanto quanto nestes últimos momentos do meia no clube.

Aos 28 anos, ele não deixa o Verdão por alguma insatisfação ou pela ausência de interesse do clube em sua permanência. Pelo contrário, as partes têm boa relação e a diretoria foi até o seu limite para tentar a renovação pela importância que tem no elenco atual. No entanto, o desejo de Scarpa em viver uma experiência como estrangeiro em uma grande liga falou mais alto e a opção foi por não permanecer.

Por se apresentar ao clube inglês apenas em 2023, ficou a dúvida sobre a entrega do jogador neste tempo que resta de seu contrato com o Palmeiras. Contudo, ele tem provado exatamente o contrário, já que seu nível parece até ter melhorado, tornando ele o melhor jogador do time neste momento da temporada, a liderança técnica, decidindo jogos enquanto o restante da equipe tem oscilado.

São dez gols marcados e 12 assistências até aqui em 2022, ou seja, participação direta em 22 tentos neste ano. Uma temporada e tanto. Aliás, mais uma temporada e tanto sob o comando de Abel Ferreira. Se isso já não fosse suficiente para mostrar o quanto o torcedor sentirá sua falta, a atuação que Scarpa teve diante do Athletico-PR talvez tenha deixado os palmeirenses ainda mais melancólicos.

Além do gol que abriu o placar, ele desfilou na distribuição de enfiadas de bola, nas viradas de jogo, na variação de posicionamento que o tornou quase onipresente, entre outras virtudes, sem contar as bolas paradas, sempre uma arma. Que falta ele fez na partida de ida, na Arena da Baixada. Com Scarpa nesta ótima fase, não é exagero pensar que o resultado poderia ser outro no duelo em Curitiba.

Certamente o pensamento do palmeirense deve ter passado por "como vai ser escalar toda essa montanha da Libertadores sem presença de Scarpa no ano que vem?". A tendência é que será uma situação bem difícil, pois é um jogador que não tem substituo à altura no elenco e provavelmente não terá no mercado, tanto pela sua qualidade e identificação com clube, quanto pelo questão financeira.

Os desafios para a próxima temporada do Palmeiras passam muito para resolver essa questão, que já tem sido um problema em 2022. Mesmo que Bruno Tabata tenha sido contratado para essa reposição, ainda vai levar um tempo para ele estar totalmente integrado ao time de Abel Ferreira. E, por melhor que ele seja, o que Scarpa oferece hoje dificilmente será alcançado tão cedo por outro jogador.

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