Recorde e Homenagem para as mulheres na 49ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
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Recorde e Homenagem para as mulheres na 49ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela


Recorde feminino na 49ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Na edição de 2022, da maior regata de vela oceânica da América do Sul, as mulheres mostram a sua força com a presença de mais de 100 velejadoras entre os cerca de mil participantes brasileiros e argentinos. Destaque para as duas embarcações com tripulações 100% femininas nos barcos Danadão e Rudá 1, das comandantes Martine Grael, bicampeã olímpica, e Daniela Sanchez, respectivamente; Elisa Mirow, que comanda o veleiro Minna, com homens e mulheres na tripulação; e Gabriela Nicolino, medalhista pan-americana.

Na manhã desta quinta-feira, 28, a organização do evento prestou uma homenagem para as mulheres que a cada ano aumentam sua participação na competição. Entre elas estava Cláudia Adami, que em 1984 fez parte da primeira tripulação feminina de vela oceânica no Brasil. no barco Revanche.

“É gratificante essa homenagem porque é o reconhecimento do esforço feminino na vela. Por isso que falo pras mulheres: velejem como mulheres, a gente não precisa imitar o que os homens fazem porque eles têm uma postura e nós temos outra. Hoje eu vejo essa quantidade de mulheres na água e me emociono porque nós que começamos com essa história”, ressalta.

Com 46 anos na vela e cinco na Oceano, Elisa Mirow conta com o incentivo e apoio do marido, que também faz parte da tripulação do seu barco. A coordenadora Mulher da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), destaca a presença feminina no iatismo.

“Quando comecei o meu marido era o comandante do Minna, mas logo ele percebeu que era importante ter uma mulher comandando um veleiro. E eu era a pessoa mais indicada. Graças ao apoio dele e do Mário Martinez, presidente da ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), estou participando da Semana de Ilhabela. Muito feliz por estar aqui e dando mais esse passo para trazermos mais mulheres para a vela. O importante é a mulher velejar independente do barco”, afirma Elisa.

Há 20 anos Kadja Brandão veleja ao lado do marido e comandante do veleiro Ventaneiro 3, Renato Cunha. Segundo a velejadora, o bicampeonato olímpico de Martina Grael e Kahena Kunze tem muito a ver com o crescimento feminino na vela no país.

“Isso está refletindo na vela inteira, tanto na vela de base quanto na Oceano, com mais mulheres vindo para o esporte. Uma chamando a outra, mulheres se arvorando timoneiras, que era algo que a gente não via acontecer. Eu acredito que essa tendência só vai estimular a vinda de outras mulheres”, explica Kadja. “Hoje, por exemplo, na flotilha da Optimist, no Rio de Janeiro, das 80 crianças metade é de meninas e disputando de igual para igual com os meninos. A vela de base já está quase em pé de igualdade. E temos muito o que aprender com as crianças porque pra elas não tem diferença se é menino ou menina. Não tem diferença quem ganhou ou perdeu uma regata. Nenhum homem tem vergonha de perder para Martine, pelo contrário. Tem orgulho de disputar com ela na mesma raia. Estamos em novos tempos”, completa.

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