No último jogo antes da janela, Botafogo compete, mas desfalques pesam e lado direito da defesa falha
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No último jogo antes da janela, Botafogo compete, mas desfalques pesam e lado direito da defesa falha


Com a abertura da janela, a expectativa para reforços toma conta do Botafogo . O time segue oscilando com muitos desfalques e tendo que utilizar jogadores do time B e jogar grandes responsabilidades em atletas da base. Contra o Atlético-MG, o último antes da janela, a equipe competiu e lutou muito, mas faltou eficiência e o lado direito da defesa voltou a falhar.

QUASE UM TIME INTEIRO DE DESFALQUES

Horas antes de entrar em campo, o Botafogo anunciou que a série de desfalques para o duelo com o Atlético-MG havia aumentado. Gatito Fernández sentiu uma indisposição e ficou de fora. Esse tem sido um dos principais dilemas do técnico Luís Castro ao longo da temporada em meio a um elenco que precisa de reforços.

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Antes de ter esses reforços em campo, o desafio era enfrentar o Galo, que tem um elenco robusto e qualificado. Desde o início, o jogo foi muito disputado no meio de campo, mas a precipitação do ataque Alvinegro era nítida. Erison demorou a tocar quando Vinícius Lopes estava livre e por vezes segurou demais a bola.

O VAR foi um dos personagens do jogo, mas desta vez, não interferiu diretamente no resultado. Na primeira vez que Raphael Claus foi acionado, ele acertou ao não assinalar um possível pênalti. A bola tocou na cintura de Philipe Sampaio, mais uma vez envolvido em um lance desses.

MEIO POUCO COMBATIVO E LADO DIREITO FRÁGIL

No primeiro tempo, o Alvinegro tentou com Lucas Fernandes e Erison, mas saiu dos pés de Kanu uma boa chance. Ao mesmo tempo que faltava tranquilidade e eficiência na frente, a defesa dava espaço nas costas dos volantes. Por ali, Zaracho apareceu sem marcação e, de cabeça, acertou a bola no travessão.

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No segundo tempo, o time não pressionava o homem que tinha a bola e dava liberdade para o Galo iniciar as trocas de passe. Apesar de ter sido mais competitivo que em outros jogos, falta ao meio de campo ser mais 'combativo' na marcação, algo que só Kayque conseguiu fazer. Sem essa 'pegada', o Glorioso viu Nacho Fernández perder um gol feito.

O Atlético, então, percebeu que o lado direito era o caminho para sair do Nilton Santos com os três pontos. Saravia está longe de ter as atuações da época de Internacional e tem tido muita dificuldade na marcação. A recomposição de Gustavo Sauer não foi bem feita, e a bola sobrou para Zaracho acertar um chute improvável e contar com a falha de Douglas Borges.

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Ao abrir o placar, a equipe mineira perdeu o meio com as alterações. Faltou organização, criatividade e eficiência ao Botafogo para ao menos ser perigoso. Rondou a área mineira, mas passou longe de ter a possibilidade de conseguir o empate. Dos nomes que entraram, Jeffinho incomodou e mostrou No fim, o VAR deu o ar da graça pela segunda vez, e Raphael Claus anulou o gol de Keno.

ABERTURA DA JANELA E EXPECTATIVA DE REFORÇOS

O time volta a campo na quarta-feira, às 21h30, para medir forças com o Santos, na Vila Belmiro. Existe a possibilidade de Fernando Marçal e Eduardo, os reforços anunciados até o momento, serem utilizados. Vai depender da questão física e das escolhas de Luís Castro.

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John Textor terá menos de um mês para reforçar o elenco e fazer com que o Botafogo seja competitivo até o fim da temporada. O projeto é a longo prazo, porém uma queda no primeiro ano de SAF retardaria o futuro glorioso que ele almeja ao clube carioca. Os nomes que estão em pauta são interessantes (Matheus Pereira e Martín Ojeda) e elevarão o nível da equipe ainda em 2022.

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