Má pontaria, falhas defensivas, tempos distintos... São Paulo tem lições para novo duelo com Palmeiras
Izabella Giannola
Má pontaria, falhas defensivas, tempos distintos... São Paulo tem lições para novo duelo com Palmeiras


A derrota da noite desta segunda-feira foi a terceira do São Paulo em quatro jogos contra o Palmeiras na temporada. O único triunfo tricolor sobre o rival aconteceu na ida da final do Paulistão (3 a 1), resultado que acabou sendo ofuscado pela goleada sofrida na segunda partida da decisão, que deu o título ao Alviverde.

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> Atuações: São Paulo tem setor ofensivo ‘nulo’ no segundo tempo em derrota para o Palmeiras

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E alguns fatores do revés desta segunda podem ficar de lição para a equipe de Rogério Ceni, que reencontrará o rival já nesta quinta-feira, novamente no Morumbi, às 20h, mas por outra competição: a Copa do Brasil.

Mesmo com vantagem durante quase todo o clássico, devido ao gol de Patrick na primeira tempo, mais uma vez o segundo tempo se tornou inimigo do São Paulo na temporada.

Os dois gols que garantiram a vitória do Palmeiras saíram nos acréscimos da partida. Gómez marcou de cabeça e, na sequência, Murilo virou para o rival aos 50 minutos de jogo. Diante disso, alguns pontos passam a exigir mais atenção. Confira:

São Paulo não conseguiu matar o jogo quando teve chance

​Foi notável a dificuldade do Tricolor paulista para ampliar o resultado e garantir uma vantagem maior e mais segura. Enquanto ainda estava 1 a 0, o time teve várias chances de marcar mais gols e as desperdiçou.

Em uma delas, a mais clara, Igor Vinícius ficou com a bola sozinho dentro da área, mas bateu mal e chutou para fora. Na segunda etapa, o time diminuiu o volume ofensivo, mas ainda assim criou oportunidades sem êxito.

A má pontaria é um problema frequente da equipe neste Campeonato Brasileiro. Após 13 rodadas, a média de acerto em finalizações de apenas 36,53%.

Queda no segundo tempo

O "fantasma" do segundo tempo acompanha o time há alguns jogos nesta temporada.

Este padrão foi observado em partidas recentes - onde o São Paulo estava na frente e com vantagem no placar, mas cedeu chances para o adversário na segunda etapa dos confrontos.

Time cedeu muitas chances ao Palmeiras

​Se por um lado, o primeiro tempo foi bom, e de certa forma, equilibrado, o segundo se mostrou completamente diferente.

Durante quase toda a etapa final, o São Paulo viu o Palmeiras jogar e se preocupou apenas no setor defensivo. Com isso, o rival teve espaço para criar suas jogadas e mais chances ainda, ultrapassando o Tricolor paulista no número de finalizações.

Ainda de acordo com o FootStats, no segundo tempo, a equipe de Abel finalizou 12 vezes. A de Ceni, apenas duas.

O São Paulo deu a chance de virada para o adversário. Algo parecido aconteceu justamente na final do Campeonato Paulista , quando o Tricolor perdeu por 4 a 0 e desperdiçou a chance de erguer a taça.

Na ocasião, o rival aproveitou os espaços deixados pelo São Paulo para criar as chances perigosas que garantiram seu triunfo. Caso queira vencer o Palmeiras na próxima oportunidade, é preciso que o elenco de Ceni entenda que não pode conceder tantas chances para o time Alviverde - que conta com o maior ataque do Brasileirão.

Dificuldades para definir contra-ataques

​A dinâmica do segundo tempo foi pautada em um São Paulo se defendendo de um Palmeiras pressionando. Porém, em alguns momentos, o Tricolor teve a oportunidade de encaixar contra-ataques, que não foram efetivos.

Isso não é um problema de resolução imediata. Falta um jogador de velocidade no elenco, situação constantemente apontada por Rogério Ceni. Sem Marquinhos, que atua agora pelo Arsenal, e sem Caio, lesionado, não há grandes opções no elenco para o cumprimento desta função.

Isso fica evidente nos contra-ataques. O time não consegue desenvolver velocidade suficiente para atacar as costas da defesa palmeirense.

Para vencer na quinta-feira (23), é interessante que Ceni encontre uma solução dentro das suas opções disponíveis para ganhar esses contra-ataques. Mesmo com o grande número de desfalques por lesões.

Rigoni pode ser uma peça para este desafio. Nesta segunda-feira (20) entrou no segundo tempo, com a intenção de cumprir esta premissa. Porém, os poucos minutos dados não foram suficientes.

O Choque-Rei desta quinta-feira (23), pela Copa do Brasil, acontecerá no estádio do Morumbi, às 20h. Tendo em vista a sequência que virá como visitante e o mau retrospecto nessas condições - não vence há seis jogos fora de casa -, é ideal se garanta com o fator torcida, com foco em chegar ao Allianz Parque em julho com vantagem.

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