Acusação de racismo esfria relação entre Corinthians e Internacional
Fábio Lázaro
Acusação de racismo esfria relação entre Corinthians e Internacional


Até uma semana atrás as diretorias de Corinthians e Internacional possuíam boa relação, inclusive com o Timão apostando nisso para resolver a situação do zagueiro Bruno Méndez, que está emprestado ao Colorado até o fim de junho.

Desde o último sábado, no entanto, quando os times se enfrentaram no Beira Rio, em Porto Alegre, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, a situação mudou. Isso por conta da acusação de racismo do meia Edenílson, do Inter, para com o lateral corintiano Rafael Ramos, que é português.

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O atleta do clube gaúcho afirma que o adversário o chamou de macaco em um enrosco entre os dois em campo. O ala português alega ter dito outra coisa - um xingamento que foi entendido de forma equivocada por Edenilson

E a partir deste desentendimento entre as partes a relação entre os clubes também esfriou. O Corinthians acredita que muito da atitude acusatória de Edenílson com Rafael Ramos foi potencializada por membros da direção gaúcha, principalmente após o lateral corintiano ter ido até o vestiário do Inter para tentar esclarecer a situação.

Outro fato que não soou bem do lado corintiano foi a nota de repúdio do Internacional, que foi vista como amplamente condenatória antes mesmo do desfecho das investigações.

Com isso, uma relação entre clubes que era boa, a ponto do Corinthians estar aberto a reduzir o valor fixado para a venda de Bruno Méndez, foi maculada em questão de dias, o que fará pode resultar no retorno do zagueiro uruguaio a São Paulo.

Enquanto isso, uma perícia contratada por Rafael Ramos concluiu que o jogador não utilizou a palavra macaco para se referir a Edenílson. A informação foi inicialmente publicada pelo ‘UOL Esporte’.

De acordo com informações obtidas pelo LANCE! , esses autos serão levados aos responsáveis pelo caso juridicamente. Se Rafael for inocentado, os profissionais do clube que estão trabalhando no caso solicitarão o ressarcimento dos R$ 10 mil que foram pagos como fiança para liberar o jogador detido em flagrante na cidade de Porto Alegre no dia do caso.

O jurídico corintiano, inclusive, questiona a decisão tomada no dia, já que o flagrante foi feito com embasamento na súmula da partida, que não confirma que Rafael Ramos cometeu o racismo, mas relata a acusação de Edenílson e a negativa do lateral português.

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