Diniz quer Cano 'mais completo' e aposta em sintonia por sucesso no Fluminense
Luiza Sá
Diniz quer Cano 'mais completo' e aposta em sintonia por sucesso no Fluminense


Germán Cano encantou a torcida do Fluminense com o poder de decisão nos primeiros meses desde que trocou o CT Moacyr Barbosa pelo CT Carlos Castilho. Mas a má fase do time fez com que as atuações do centroavante também caíssem. Isolado em campo, ele encontrou nos últimos dias uma nova esperança dentro de uma função diferente da que é habituado a fazer, mas por caminhos que já conhece. O reencontro com Fernando Diniz faz o artilheiro de um toque só trabalhar mais com a bola novamente.

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Os dois se conhecem há meses. Quando Diniz chegou como última esperança no Vasco na Série B, Cano vivia o maior jejum desde que chegou ao Brasil. Eram 10 jogos sem marcar, cobranças e 22 chutes até reencontrar as redes de letra, contra o CRB, na estreia do atual treinador do Flu. Nas Laranjeiras, o camisa 14 fez gol em dois dos três jogos do técnico. O primeiro de empate contra o Palmeiras nos minutos finais e o segundo para abrir o placar diante do Vila Nova.

​Não foi apenas a motivação que mudou desde a chegada de Diniz. A função se tornou outra. Se antes o jogador aguardava a bola no campo de ataque, agora a missão é clara: reduzir os espaços com os companheiros e ajudar na construção das jogadas. Mesmo assim, pesa a favor de Cano a facilidade de encontrar o posicionamento perfeito, como fez nos últimos dois jogos.

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- Na minha passagem no Vasco eu consegui convencê-lo que ele poderia ser um jogador mais completo. Acho que ele conseguiu ser. A passagem no Vasco facilitou a vinda dele para o Fluminense e minha chegada faz continuar. Ele tem uma sintonia muito fina comigo, contribui no aspecto físico, na mobilidade e isso ajuda no modelo que eu adoto a ele fazer mais gols. Jogador que faz gol sempre tem que ter um carinho especial porque é difícil ter jogador que coloca a bola para dentro - afirmou o treinador após a vitória na Copa do Brasil.

- O principal que o Fernando fala é ficar todo mundo perto da bola. Não podemos ficar longe porque não é o trabalho que ele quer. Quando o time está atrás, preciso ficar lá também para jogar, ficar perto dos meus companheiros. É um trabalho diferente e todos estão convencidos que vai dar certo. Nem todo mundo faz o que o Fernando está fazendo. Acredito muito nisso. Não muda nada, meu trabalho é sempre ajudar o time, é o principal. A equipe é vertical, temos jogadores rápidos na frente. Achamos um contra-ataque rápido para finalizar - disse Cano após a última rodada do Brasileirão.

Com Diniz, Cano tem sete gols e uma assistência. Foi titular em todas as 12 partidas no Vasco e nas três no Fluminense. Pesaram contra o atacante os pênaltis desperdiçados em jogos importantes, algo que se repetiu já nos poucos meses de Flu na final do Carioca. Com a bola rolando, porém, ele decidiu e entregou o título nas mãos do clube após 10 anos.

- É acreditar no trabalho, no dia a dia. Está convencendo a todos. Os jogadores estão muito bem, ele mudou o pensamento de alguns. O time está muito perto dentro e fora de campo, trabalhando todos os dias. O Fernando está fazendo muito bem esse trabalho. Todo mundo faz parte do Fluminense e qualquer jogador pode fazer a diferença - afirmou o atacante.

O Fluminense de Diniz e Cano volta a atenção agora novamente para o Campeonato Brasileiro e neste sábado enfrenta o Athletico-PR às 21h, em Volta Redonda. Na quinta-feira terá o Unión Santa Fe fora de casa, pela Sul-Americana. O Tricolor agora aguarda o sorteio para saber o chaveamento e o adversário das oitavas da Copa do Brasil. A previsão é que seja dia 2 de junho.

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