Diniz mantém invencibilidade, mas Fluminense ainda luta para ser mais intenso e regular
Ana Daróz* e Luiza Sá
Diniz mantém invencibilidade, mas Fluminense ainda luta para ser mais intenso e regular


O Fluminense jogava mal com Abel Braga e segue com atuações muito ruins sob o comando de Fernando Diniz. A vitória sobre o Vila Nova que garantiu a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, porém, dá aquilo que o trabalho anterior não vinha dando: o resultado. Mas liga o sinal de alerta sobre a dificuldade do elenco em retomar o momento bom, principalmente no quesito individual.

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A terceira partida do novo treinador mostra que Diniz ainda não conseguiu implementar totalmente seu estilo, muito por conta do pouco tempo de treinamento na maratona de partidas. Mas, mais do que isso, atletas que antes eram referências técnicas seguem lutando para reencontrar o bom momento. Casos de Nino, David Braz, André e os jovens da base Luiz Henrique e Calegari, que vivem a instabilidade há mais tempo. O atacante, porém, começa a ser protagonista novamente.

A boa notícia é que Germán Cano reencontrou o caminho da rede e continua sendo decisivo para o Fluminense. Ele pode ainda sofrer para se adaptar às novas funções pedidas por Diniz, especialmente na marcação e na aproximação com os companheiros, mas a noção de posicionamento segue intacta. Precisou de nove minutos para dar o mínimo de tranquilidade a um time que tinha a vantagem mínima após atuação terrível no Maracanã.

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- Temos que procurar rodar na frequência máxima. Isso facilita o time, você vai treinando e daqui a pouco é algo automático. Temos que buscar ser intensos do começo ao final do jogo, independente de quanto está o resultado, do adversário e se está jogando dentro ou fora de casa - afirmou Diniz na entrevista coletiva após a partida.

​É difícil escolher se preocupa mais o momento ofensivo ou defensivo do time. Na frente, Paulo Henrique Ganso naturalmente faz falta em um time que passa totalmente por ele para criar. Nathan não assumiu 100% essa função, apesar de ter ido bem diante do Palmeiras e precisará de mais tempo para se adaptar e ganhar ritmo de jogo. O baixo número de finalizações no alvo ainda é algo que preocupa, principalmente diante de um adversário mais fraco. O Vila Nova chutou 21 vezes, sendo três no alvo, enquanto o Flu só acertou o gol quando balançou a rede. Foram oito chutes no total.

A defesa parece ser o setor mais inseguro do time. O dilema dos laterais que Abel Braga enfrentava segue sendo um problema para Diniz. Cris Silva ficou fora, Pineida assumiu a vaga e ia fazendo uma atuação ruim, salva pela assistência para o segundo gol. Samuel Xavier se sentiu enjoado e deu lugar a Calegari ainda no primeiro tempo. O jovem segue brigando com a bola e foi mal. Os zagueiros viveram noite para se esquecer e sofreram com o ataque dos goianos, que esbarraram nas próprias limitações e poderiam ter criado problemas para os cariocas.

Coletivamente, o Flu também tem dificuldades de manter o desempenho. Nas partidas contra o Junior Barranquilla (COL), pela Sul-Americana, e Vila Nova, pela Copa do Brasil, a equipe saiu na frente logo no início, mas sofreu a pressão no restante do primeiro tempo. Na volta do intervalo, contudo, o Tricolor reagiu nas duas ocasiões e apresentou uma postura mais ofensiva. As alterações de Diniz também entram nessa conta, uma vez que o técnico tem conseguido mudar a dinâmica dos duelos com novas peças.

Entre erros técnicos e táticos, o Fluminense deu inúmeras chances aos adversários. Apesar delas, o Tigrão não conseguiu reequilibrar o placar, mas o Junior chegou perto de arrancar um empate e complicar a situação tricolor. Embora os resultados tenham sido positivos na briga por classificações, esse panorama pode ser perigoso contra times que sabem administrar todas as fases do jogo, em especial no contexto de mata-mata que o time se prepara para enfrentar na Sula e Copa do Brasil.

O Flu volta a atenção agora novamente para o Campeonato Brasileiro e neste sábado enfrenta o Athletico-PR às 21h, em Volta Redonda. Na quinta-feira terá o Unión Santa Fe fora de casa, pela Sul-Americana. O Tricolor agora aguarda o sorteio para saber o chaveamento e o adversário das oitavas da Copa do Brasil. A previsão é que seja dia 2 de junho.

* Estagiária sob supervisão de Luiza Sá

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