Neozelandês naturalizado é o novo diretor técnico do rúgbi brasileiro
Jonas Moura
Neozelandês naturalizado é o novo diretor técnico do rúgbi brasileiro


A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) contratou um diretor técnico com foco na gestão do desenvolvimento contínuo do programa de alto rendimento da modalidade. O profissional escolhido foi o neozelandês naturalizado brasileiro Joshua Brian Reeves, de 31 anos, que atuou por seis anos na Seleção Brasileira.

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O ex-atleta tem forte ligação com o Brasil, pois é casado com uma brasileira e tem um filho nascido no país. Naturalizado desde 2019, Reeves jogou em clubes como Wanderers, Ireland, Jacareí, Poli e Utah Warriors. Ele coleciona feitos como o título de campeão sul-americano de XV contra os Pumas da Argentina em 2018. Também foi assistente técnico da seleção feminina de sevens, em 2015.

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- Minha atuação exclusiva como diretor técnico buscará construir um ciclo virtuoso e fortalecer toda a cadeia do rúgbi brasileiro. Os atuais head coaches das seleções masculina e feminina poderão agora concentrar mais esforços na preparação suas seleções de XV e sevens e seguir com a estratégia de renovação constante dos elencos - explica Josh Reeves.

Manter feminino na elite e desenvolver o masculino

Uma das lacunas que o diretor técnico tem a missão de preencher é a elaboração de um plano de competição para inserir as Seleções em torneios, de modo que os atletas tenham jogos em qualidade e quantidade suficientes ao longo da temporada.

Outra missão é gerenciar parcerias e relações internacionais da área técnica, além de promover capacitação permanente dos treinadores e a estrutura necessária para melhoria de performance e alcance das metas de alto rendimento. O monitoramento de atletas atuantes dentro e fora do país, bem como o acompanhamento de seus resultados, também está no radar.

A presença de um diretor técnico tende ainda a intensificar a integração dos clubes e das seleções regionais ao sistema de identificação e formação de talentos da confederação.

- Nossos treinadores e staffs técnicos têm nível internacional. A ideia é usar todas as ferramentas viáveis para maximizar nosso ambiente de alto desempenho. Vamos implementar ajustes em busca de obter a tão almejada qualificação de Tupis e Yaras para a Copa do Mundo de XV. Além disso, manter, é claro, o feminino na elite mundial de sevens, melhorar sua posição no circuito da World Rugby e garantir vaga em mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Estamos convictos de que o masculino também tem potencial para melhorar seus resultados no sevens - completou Reeves.

Experiência na Nova Zelândia é trunfo

Reeves integrou a equipe técnica de desenvolvimento do jogo na província de Canterburry, na Nova Zelândia, uma das principais potências do rúgbi mundial, seja no masculino com os All Blacks ou no feminino com as Black Ferns.

Ele também trabalhou na Major League Rugby dos Estados Unidos, no Warriors Academy de Utah como development coach de atletas M20 e M18. Mais recentemente, ocupou o cargo de diretor técnico do clube irlandês Sligo Rugby e integrou a área de desenvolvimento do jogo na província de Connacht, também na Irlanda.

- O acompanhamento técnico mais centrado possibilitará que o sistema de alto rendimento se aproxime mais das seleções regionais e dos clubes no Brasil, assim como de jogadores e profissionais que estão atuando em ligas do exterior - disse João Nogueira, diretor de Alto Rendimento da CBRu.

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