Presidente explica 'apagão' no Corinthians: 'Algo precisava ser feito para mudar as coisas'
Rafael Ribeiro
Presidente explica 'apagão' no Corinthians: 'Algo precisava ser feito para mudar as coisas'


E foi com uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (25) que o presidente do Corinthians , Duílio Monteiro Alves, encerrou o 'apagão' promovido pelo clube em seus canais oficiais de comunicação durante todo o final de semana . Como explicado pelo dirigente, o silêncio total foi uma forma de protesto encontrada pelo clube contra as cobranças e ameaças feitas por alguns torcedores nos últimos dias.


- A gente escolheu fazer uma campanha para chamar a atenção em virtude de tudo o que estamos passando hoje em dia, com discurso de ódio, fake news, e todos vocês são vitimas disso, assim como quem assiste a gente de uma forma é. Então o Corinthians se sentiu na obrigação de fazer alguma coisa, mas naquele momento não tínhamos como comunicar vocês e ficou aquele vácuo de informação, digamos assim.

Para Alves, a data do protesto do clube não foi escolhida à toa.

- Vou aproveitar para falar um pouquinho. Escutei, 'mas porque o Corinthians fez isso na véspera de um jogo tão importante, na véspera do dia de São Jorge, dia do torcedor corintiano, que antecede um jogo tão importante de Libertadores? Porque a gente quer muito chamar a atenção para isso. É urgente. A gente escuta por vocês (jornalistas) na maioria das veze, que alguém tem de fazer alguma coisa, em todos os programas... Todos os dias sofremos algum tipo de agressão, dentro do campo, fora com as torcidas, intimidação, agressão a atletas, pedras em ônibus, um negocio que está saindo do controle. E quando alguém como o Corinthians usa a sua força, sua marca, sai das redes sociais, não se comunica, não é um apagão de comunicação para não falar com a imprensa. É mostrar de alguma forma que chega. Precisamos mostrar que estamos unidos agora.

O mandatário alvinegro refuta as acusações de que com o 'apagão' as coisas ficam mais fáceis, pois assim o clube não precisou dar explicações, por exemplo, sobre a derrota por 3 a 0 para o rival Palmeiras no sábado (23). E Alves mostra solidariedade com outros casos recentes, como o sofrido pelo técnico do Vasco, Zé Ricardo, cobrado por torcedores antes do empate em 0 a 0 do clube carioca com a Chapecoense, na sexta-feira (22).

- Muitas vezes você (jornalistas) querem dar uma noticia falando bem de alguém do clube e não dão porque são agredidos nas redes. Na profissão de vocês não pode falar a verdade, expor os fatos verdadeiros porque são agredidos. Não tem cabimento, é o fim do mundo. Por isso o Corinthians fez isso, dessa forma, em um momento tão importante. Poderíamos ter escolhido outro momento, jogo contra time pequeno ou período sem partidas, mas a gente fez isso para chamar atenção a esse problema que todos nós vivemos.

Recentemente, a Polícia Civil identificou uma série de torcedores que fizeram ameaças a jogadores do Timão. Para o presidente, que disse ter incentivado os jogadores a denunciarem os atos que sofreram.

- Converso muito com muito eles, principalmente depois do ocorrido. Ficou todo mundo revoltado, assustado com o que aconteceu. A paixão não pode permitir tudo, inclusive crime, ainda mais quando você ameaça uma criança de 8 anos de idades, que viveu a vida inteira fora, que é grudada no pai, não tem o menor cabimento isso (refere-se às ameaças ao filho do meia Willian). Para mim é caso de polícia, foi tratado assim. Não dá para você jogar bola tranquilo, trabalhar tranquilo, sabendo que qualquer resultado negativo sua família corre risco. Precisamos nos unir para mudar isso. O pensamento não é só em segurar o Willian, mas tentar mudar para que não aconteça mais isso com ele e ele fique aqui tranquilo.

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