Calleri brilha, São Paulo derruba invencibilidade do Palmeiras e abre boa vantagem em final do Paulistão
Rafael Ribeiro
Calleri brilha, São Paulo derruba invencibilidade do Palmeiras e abre boa vantagem em final do Paulistão


Caiu o último invicto do Campeonato Paulista . Com uma polêmica marcação de pênalti do VAR, o São Paulo fez valer o fator mando de campo no Morumbi e, melhor em campo na maior parte do tempo, venceu o Palmeiras por 3 a 1, com dois gols de Calleri, na noite desta quarta-feira (30), saindo em vantagem na disputa da final do Estadual.


Abel Ferreira cansou de dizer nas entrevistas pós-jogos para os críticos terem calma, que seu time perderia em algum momento. O problema é que a derrota veio na pior hora possível. Jogando um futebol abaixo de sua média padrão, o Verdão foi engolido pelo Tricolor na maior parte do tempo, pouco se valendo da escalação de Weverton, apto para o jogo após uma polêmica dispensa da Seleção Brasileira por contusão.

Rogério Ceni, que nada tem a ver com os problemas palmeirenses, montou um time intenso, que anulou as principais opções de ataque do rival e conseguiu aparecer com perigo no ataque de forma constante.

No primeiro tempo, um duelo nervoso e acirrado, cheio de faltas e reclamações, não poderia ter sido decidido de outra forma. Aos 50, o árbitro de vídeo apontou um toque de mão de Marcos Rocha após cruzamento na área do São Paulo. Calleri, artilheiro da equipe na competição, converteu.

Na etapa final, um abatido Palmeiras não esboçava nenhum tipo de reação ante um adversário vibrante e dedicado. Não poderia dar em outra coisa. Logo aos 18, Pablo Maia marcou o segundo tento tricolor e definiu a partida.

Mas o dia era dele, Calleri. Toca nele que é gol, canta a torcida. E assim foi aos 35, quando o argentino desviou cobrança de escanteio e definiu a ampla vantagem do Tricolor. Menos mal para o Verdão que Raphael Veiga conseguiu diminuir e evitar uma tragédia anunciada na casa rival.

Agora, para completar sua festa e ganhar um bicampeonato Paulista consecutivo que não alcança desde 1992, o Tricolor pode perder por até um gol de diferença no duelo de domingo (3), às 16h (de Brasília), em um Allianz Parque com capacidade reduzida. Caso o Palmeiras desconte os dois gols de vantagem do rival, a decisão vai para os pênaltis.

O JOGO

Para quem foi apontado como favorito absoluto da decisão, o Palmeiras repetiu a estratégia usada na partida da fase de cladsificação e foi com tudo para cima do São Paulo. Foram duas boas chances nos primeiros lances. Aos 4, Piquerez cruzou (ou chutou, quem sabe) rasteiro no veneno e Diego Costa afastou. Em seguida, aos 9, o uruguaio driblou Rafinha e de novo apostou no cruzamento rasteiro para Raphael Veiga, que bateu de primeira, com perigo.

Só que desta vez Rogério Ceni parece ter vindo preparado para enfrentar Abel Ferreira. Ciente dos planos do português, o ex-goleiro, fechou as ligações do meio-campo alviverde com seus pontas. E com isso aparecia no contra-ataque.

Aos 11, a jogada encaixou. Igor Gomes recuperou a pelota na intermediária e encontrou Welington na esquerda, que cruzou na medida para Alison, sozinho, dominar, ajeitar e chutar no travessão de Weverton.

O jogo era incrivelmente bom e tenso ao mesmo tempo. Faltas eram trocadas de forma áspera, reclamações e boas oprotunidades. O Tricolor dominava as ações no meio-campo, mas o Verdão, especialista nas jogadas de profundidade, encontrava meios de atacar.

Aos 20, Raphael Veiga dominou lançamento (ou seria chutão mesmo) de Murilo, deixou Pablo Maia no chão e cruzou pela direita. O lance relembrou o gol marcado pelo Alviverde na partida da fase de classificação. Mas desta vez, pior para Rony que o rival tinha Jandrei no gol e conseguiu defender.

Desperdiçando sua melhor oportunidade, o Palmeiras sentiu o golpe. E por todo o decorrer da etapa inicial foi uma sucessão de faltas, catimbas, cartões amarelos e muitas reclamações. Lembram da qualidade citada parágrafos atrás? Pois então, sumiu.

Quando o futebol jogado parecia que ia desaparecer, veio o lance capital. Douglas Marques das Flores foi avisado no ouvido por José Claudio Rocha Filho de que algo teria dado ruim em cruzamento na área palmeirense. Na revisão do VAR o árbitro viu toque de mão de Marcos Rocha. Pênalti marcado e convertido por Calleri, aos 50 minutos.

Morumbi ferve, Verdão some e Tricolor aproveita

Na volta do intervalo, a partida mudou de tônica. Ou seja, o São Paulo passou a dominar as ações e espaços diante de um Palmeiras inofensivo.

Aos 14, Eder tabelou com Igor Gomes e apareceu na frente de Weverton, mas preferiu cruzar ao invés de chutar e perdeu boa chance.

Não faria falta, afinal quatro minutos depois, Nestor achou Pablo Maia entrando de fora da área, que chutou de primeira e ampliou a vantagem tricolor.

Era uma inversão de valores. O Palmeiras pouco fazia sua torcida lembrar das boas atuações de outras jornadas e o Tricolor, em êxtase, vivia a sua melhor atuação neste Estadual.

Um, em especial, chamava a atenção: Calleri. O artilheiro ídolo são-paulino vivia noite especial e deixaria mais um. Aos 35, o camisa 9 desviou uma cobrança ensaiada de escanteio de Nikão que passou por Igor Gomes e fez os 3 a 0.

A única aparição palmeirense no segundo tempo veio aos 39. Raphael Veiga bateu falta pela direita e acertou o gol de Jandrei para diminuir a vantagem tricolor e manter o Verdão vivo (porém nem tanto), para o duelo do Allianz Parque.

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FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 x 1 PALMEIRAS


Local : Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data/Horário : 30/03/2022, às 21h40 (de Brasília)
Árbitro : Douglas Marques das Flores
Assistentes : Daniel Paulo Ziolli e Alex Ang Ribeiro
VAR : Jose Claudio Rocha Filho
Público e renda : 60.383 presentes (recorde do campeonato) e R$ 5.505.315,00

Cartões amarelos : Jailson, Gabriel Veron e Abel Ferreira (Palmeiras); Jandrei, Diego Costa, Nestor e Patrick (São Paulo)

GOLS
Calleri (pênalti) aos 50 min do 1º T (1-0), Pablo Maia aos 14 min do 2º T (2-0), Calleri aos 35 min do 2º T (3-0) e Raphael Veiga (falta) aos 39 min do 2º T (3-1)

SÃO PAULO
Jandrei; Rafinha, Diego Costa, Léo e Welington; Pablo Maia, Nestor (Andrés Colorado 37/2) e Igor Gomes; Alisson (Nikão 28/2), Eder (Marquinhos 23/2) e Calleri
Técnico : Rogério Ceni

PALMEIRAS
Weverton; Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marcos Rocha, Jailson, Zé Rafael (Atuesta 29/2) e Gustavo Scarpa (Gabriel Veron 24/2); Dudu (Wesley 24/2), Raphael Veiga e Rony
Técnico : Abel Ferreira

TABELA
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