Quem fica no pódio? Os destaques, decepções e surpresas do Botafogo na campanha no Carioca
Sergio Santana
Quem fica no pódio? Os destaques, decepções e surpresas do Botafogo na campanha no Carioca


A caminhada do Botafogo no Campeonato Carioca chegou ao fim no último domingo. O Alvinegro superou o Fluminense por 2 a 1, mas o Tricolor tinha a vantagem da igualdade no placar agregado - venceu por 1 a 0 no jogo de ida - por melhor campanha na Taça Guanabara.

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O torneio foi o "período de transição" entre o Botafogo do modelo associativo para a entrada da SAF. John Textor, inclusive, oficializou a compra de 90% do clube durante a competição. Portanto, o clube deve passar por significativas mudanças a partir de agora - não à toa, seis reforços já foram confirmados visando o Campeonato Brasileiro, além do técnico Luís Castro.

Inspirado no "Jogo da Discórdia" do "BBB", o LANCE! mostra o pódio dos jogadores do Botafogo de acordo com as atuações nesse Campeonato Carioca. Os destaques positivos, negativos e quem surpreendeu. Confira!

QUEM SAI COM MORAL

1. Daniel Borges
Foi o jogador mais regular do Botafogo na campanha do Carioca. É até difícil citar um jogo ruim do camisa 20 no Estadual - aparece com atuações corretas com frequência e faz o "feijão com arroz", tendo desempenhos sólidos no flanco direito da defesa.

Daniel até mesmo se destacou no ataque - algo que não aconteceu na última Série B. O lateral foi eliminado como líder de assistências do Carioca: foram cinco passes que resultaram em gols. Ele, inclusive, está a um de igualar a melhor temporada da carreira - teve seis assistências em 2020 somando América-MG e Mirassol.

2. Erison
'El Toro' mostrou um cartão de visitas de impacto. O atacante chegou com pouco holofote: contratação vinda do XV de Piracicaba após se destacar pelo Brasil de Pelotas na última Série B. Ele parece não ter sentido a pressão de atuar pelo Botafogo e marcou oito gols em 12 jogos.

O camisa 89 é o artilheiro do Carioca com oito gols ao lado de Gabi - o atacante do Flamengo ainda jogará as finais e pode ultrapassa-lo. De qualquer forma, a força física e a calma na hora de finalizar são atributos interessantes a serem observados em Erison, um dos grandes personagens na semifinal contra o Fluminense no Maracanã.

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3. Matheus Nascimento
Na pressão de assumir a responsabilidade de ser o camisa 9 do Botafogo após saídas no setor, o jovem de 18 anos deixou boas impressões. Foram cinco gols marcadas e atuações positivas: jogo fora da área, saída da área e passes aos companheiros. Já é a temporada mais artilheira do jovem como profissional.

É verdade, porém, que Matheus ainda precisa de mais frieza e calma na hora de decidir. Ele teve, pelo menos, duas grandes chances perdidas nesse Carioca. De qualquer forma, a tendência é que tenha tempo e espaço com Luís Castro para o desenvolvimento e evolução necessária. Erison - Botafogo

Erison, do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

QUEM FICOU DEVENDO
1. Luiz Fernando
O retorno do atacante após o empréstimo de um ano e meio ao Grêmio não foi positivo. Cercado de expectativas, o camisa 19 não rendeu o que se esperava: decisões erradas e atuações pouco incisivas marcaram o Carioca de Luiz Fernando.

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2. Barreto
A boa impressão na Série B do ano passado não continuou pelo desempenho do 'Pitbull' no Carioca. Outrora destaque na proteção aos zagueiros, o volante mostrou dificuldade de proteger o miolo de defesa e, mais ainda, para dar dinâmica ao jogo do Alvinegro. Barreto não foi um volante lá chegado a ter a bola no pé e facilitar a saída de bola.

3. Jonathan Silva
O lateral-esquerdo não deu uma boa impressão no 'começo da reta final' do contrato com o Botafogo. Emprestado pelo Almería-ESP até junho, o camisa 6 teve dificuldades principalmente na defesa. Não à toa, a lateral-esquerda é um dos setores que a diretoria busca reforçar para o Brasileirão - além de Fernando Marçal, do Wolves-ING, que deve chegar no meio do ano.

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Philipe Sampaio - Botafogo

Philipe Sampaio foi o primeiro reforço da 'Era Textor' (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

AS SURPRESAS
1. Gatito Fernández
As boas atuações em si não são surpreendentes, mas sim a forma como o goleiro voltou tão bem à meta do Botafogo após passar mais de 15 meses longe dos gramados. O paraguaio amargou uma grave lesão no joelho e não sentiu o peso das partidas. O camisa 1 foi um dos melhores e mais confiáveis jogadores do Alvinegro na competição.

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2. Philipe Sampaio
Foram apenas dois jogos, mas a primeira impressão de Sampaio é animadora. O 'zagueiro-zagueiro' não deixa nada para trás, é firme na marcação e dá sinais de que será um líder dentro e fora dos gramados. Nos dois jogos contra o Fluminense, nas semifinais do Carioca, não sofreu dribles.

3. Kayque
O camisa 62, após dois empréstimos sem fazer barulho, finalmente deu sinais de que pode render. A reta final de Estadual foi interessante: jogando como segundo volante, teve liberdade para sair jogando e mostrou que a ocupação de espaços no meio-campo é uma qualidade individual. O contrato de empréstimo com o Nova Iguaçu acaba em 30 de junho.

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