ANÁLISE: Corinthians vai mal em mais um clássico e mostra que falta muita coisa para a Libertadores
Fábio Lázaro
ANÁLISE: Corinthians vai mal em mais um clássico e mostra que falta muita coisa para a Libertadores


A goleada do Corinthians por 5 a 0 contra a Ponte Preta, há 16 dias , fez com que muito torcedor corintiano se empolgasse com o futuro do time sob o comando de Vítor Pereira. Mas ter três clássicos nos seis primeiros jogos do treinador português foi fundamental para que os pés fossem colocados no chão e uma série de problemas fossem escancarados para serem corrigidos no decorrer da temporada.

A derrota do Timão por 2 a 1, no estádio do Morumbi, no último domingo (27) , pela semifinal do Campeonato Paulista, foi o pior jogo do clube alvinegro sob o comando de VP.

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A parte física, na qual o Corinthians já tinha mostrado sinal de desgaste na última quinta-feira (24), principalmente no segundo tempo das quartas de final, contra o Guarani, pesou ainda mais no Majestoso, onde o oponente tinha dois dias a mais de descanso e soube usar muito bem isso.

Mas muito além do que as questões físicas, o Timão demonstrou muitos problemas técnicos.

Na escalação inicial, o técnico Vítor Pereira apostou na entrada de Giuliano no lugar de Gustavo Mosquito, justamente o contrário do que ele tinha feito na partida contra a Macaca. No entanto, a alteração para o Majestoso deixou o meio-campo do Corinthians ainda mais lento e não povoado, como se era aguardado.


No primeiro tempo, até os 20 minutos, o sistema defensivo havia conseguido segurar bem o adversário. E foi prendendo as investidas do São Paulo que o Corinthians criou a primeira boa chance de gol no jogo, em um contra-ataque puxado por Willian, que tocou para Róger Guedes finalizar de fora da área e fazer o goleiro Jandrei trabalhar.

Outra sinalização de problema para que Vítor Pereira corrija no Timão é a lateral-direita na ausência de Fagner, que sentiu logo nos primeiros minutos de jogo e precisou ser substituído. O treinador optou por colocar o zagueiro Robson Bambu e puxar João Victor pelo lado direito.

O camisa 33 foi muito mal nas saídas de bola, um desses erros culminou em um lateral para o São Paulo que terminou no primeiro gol do Tricolor. Ele também foi nulo nas ultrapassagens ofensivas, que, quando o titular está em campo, é naturalmente um desafogo para o time alvinegro na frente.

Nos dois gols sofridos pelo Corinthians também houve falhas na cobertura. No primeiro, marcado pelo lateral Wellington, o jogador são paulino iniciou a jogada, mas quando tocou para trás, para Pablo Maia, ficou sozinho na entrada da grande área. Paulinho, que era para ter acompanhado o camisa 34 do São Paulo, avançou a marcação junto com outros dois jogadores corintianos, e Rodrigo Nestor foi muito feliz em enxergar o buraco e dar um passe de primeira para que o seu companheiro tivesse tempo de dominar, ajeitar e finalizar no ângulo esquerdo de Cássio.

No segundo gol, a ausência de condições físicas corintiana gritou. Quando Júnior Moraes perdeu uma bola no campo de ataque e cedeu o contra-ataque para os são paulinos partirem em velocidade, ninguém acompanhou o atacante Alisson, que chegou sozinho na entrada da área para finalizar a marcar o gol da vitória e classificação do São Paulo para a final do Campeonato Paulista.

E o Corinthians que no primeiro tempo não criava, pois priorizava segurar as investidas são paulinas, voltou para o segundo tempo precisando marcar gols, mas só finalizou pela primeira vez aos 29 minutos do segundo tempo, quando já perdia por 2 a 0.

O Timão até chegou a marcar o seu tento de honra, mas muito mais por falha do adversário, e individual, do goleiro Jandrei, que perdeu uma bola para Jô e deixou o centroavante corintiano, que tinha acabado de entrar, com o gol livre para marcar já nos minutos finais.

Jô, por sinal, foi uma das poucas menções positivas para o Corinthians no Majestoso. Uma semana após faltar no primeiro dos treinos em que ficou ausente pelo Timão, o que resultou em uma multa e treinar separado na véspera do jogo contra o Guarani, pelas quartas de final, o jogador entrou aos 33 minutos do segundo tempo, criou uma grande chance, levando no corpo, fazendo o pivô e finalizando para fora, e apertou o goleiro são paulino para forçar o erro e marcar o único gol do Corinthians.

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