Esperança x desconfiança: Botafogo e Fluminense 'invertem' e vivem momentos distintos na semifinal
Luiza Sá e Sergio Santana
Esperança x desconfiança: Botafogo e Fluminense 'invertem' e vivem momentos distintos na semifinal


Nos últimos anos, o Botafogo passou por uma das fases mais complicadas da história com times fracos e uma queda para a Série B. Já o Fluminense esteve em franco crescimento após temporadas lutando contra o rebaixamento. Com o Alvinegro de volta à elite, o momento não poderia ser mais promissor. A concretização da SAF mudou o panorama para um clube que vinha sofrendo. Enquanto isso, o Tricolor viveu uma semana conturbada com a venda de Luiz Henrique e a queda precoce na Libertadores . Os dois times se encontram nesta segunda-feira, às 20h, para a ida da semifinal do Campeonato Carioca.

O lado da esperança alvinegro chegou às fases decisivas do Estadual depois de terminar em quarto na classificação da Taça Guanabara. O Botafogo vê o Campeonato Carioca como a última parte para o começo de uma transição que está prestes a, finalmente, começar. Foram mais de dois anos de estudo, análises de contas e burocracia, mas a profissionalização do futebol com a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) saiu: o clube foi vendido para John Textor , que já chegou com o "pé na porta".



Bastaram poucas semanas na cadeira principal do Alvinegro para decisões importantes acontecerem: a chegada de Luís Castro , esperado no Brasil durante a semana, e mais de R$ 50 milhões em contratações - incluindo Patrick de Paula , do Palmeiras, a mais cara da história do clube. O momento é de esperança por um futuro melhor.

O torcedor, apesar de, claro, não querer perder, entende que o Carioca é um período de "passagem de bastão" entre dois modelos - vale lembrar que o Alvinegro não pôde contratar durante fevereiro pela burocracia envolvendo a troca de CNPJ da antiga associação para a SAF e, por isso, o elenco conta com tantos jogadores jovens. Em campo, é um Botafogo com problemas para enfrentar o Fluminense. No que diz respeito ao coletivo, a equipe ainda não conseguiu mostrar consistência dentro das próprias partidas durante o Carioca.
John Textor e Durcesio Mello - Botafogo

Durcesio Mello, presidente do Botafogo, e John Textor, dono da SAF (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O que parecia uma evolução consistente acabou se mostrando bastante frágil no Fluminense. Em sete dias, o time passou de uma fase de lua de mel e confiança com 12 vitórias consecutivas para um momento de decepção e, pior, revolta com a queda na terceira fase da Libertadores. A insatisfação atingiu, inclusive, um nível de violência, com cenas fortes de cobrança no desembarque da delegação na última quinta-feira após a derrota para o Olimpia no Paraguai.

Campeão da Taça Guanabara, o Tricolor tenta juntar os cacos para buscar a retomada da boa fase. Vale lembrar que são apenas duas derrotas na atual temporada, com um empate e 12 vitórias. E se antes o Flu já carregava a pressão de ser o grande há mais tempo sem conquistar o Carioca, agora a cobrança vai aumentar. Vice nos últimos dois anos, a expectativa interna e do torcedor é por um título, que não vem desde 2012.

Dentro do campo, a tendência é que o técnico Abel Braga use tudo que tiver de melhor para as partidas decisivas do Cariocão. Após esse jogo na segunda-feira no Estádio Nilton Santos, os dois times só decidem a classificação no outro domingo, dia 27. Por isso, o time terá mais tempo para descansar após se reapresentar na sexta e iniciar a preparação. Há a expectativa do retorno do atacante Fred, provavelmente para o duelo de volta.

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