Mouratoglou se encanta com Paraisópolis e dá clínica para crianças da Omaki Tênis e Instituto Primeiro Serviço
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Mouratoglou se encanta com Paraisópolis e dá clínica para crianças da Omaki Tênis e Instituto Primeiro Serviço


Patrick Mouratoglou, um dos mais renomados treinadores de tênis do mundo, técnico de Serena Williams, dona de 23 títulos de Grand Slam, viveu um dia diferente em sua vida nesta quarta-feira. De passagem por São Paulo, ele visitou a comunidade de Paraisópolis, uma das maiores da capital paulista, e na sequência deu clínica para crianças do projeto social Instituto Primeiro Serviço e da Carlos Omaki Tênis, na Academia Paulistana.

O treinador da multicampeã e que tem participação na carreira de Stefanos Tsitsipas, atual quinto do mundo e vice-campeão de Roland Garros, conheceu o projeto no fim do ano passado durante evento na capital paulista e fez questão de marcar a visita quando retornasse . Ele foi na casa do atleta do projeto, Fabrício do Nascimento, subiu na laje e se encantou com o visual e o modo de viver na comunidade. Ainda bateu um papo com os alunos Marcos Salomão e Ytalo Dias.

Na sequência, o francês veio para a Academia Paulistana onde entrou aplaudido pelas cerca de 50 crianças e adolescentes do projeto, interagiu com a filósofa e escritora premiada Djamila Ribeiro, que fez um discurso de abertura, falou com os meninos e meninas pelo microfone , pegou sua raqueteira e deu a clínica nas quatro quadras e fez questão de dar dicas para os alunos.

"Conheci o projeto quando vim a São Paulo meses atrás, estava participando de um evento , tinham pegadores de bola que eram as crianças que estavam aqui e daí passei a conhecer toda a história por trás, é uma história fantástica do Instituto de crianças que merecem ajuda e amam o tênis e o Instituto dá a chance de vida . O esporte é o canal para elas viverem seus sonhos e as crianças sonham com os esportes e o Instituto ajuda elas a serem capazes de praticarem o esporte, se desenvolverem pelo esporte e usá-lo para construírem algo para a vida delas", disse Mouratoglou.

"Todas essas crianças têm potencial , é uma questão de usar esse potencial e conhecer pessoas. Se elas serão estrelas ou não, não sabemos. É uma questão das pessoas ajudarem elas a desenvolverem seus potenciais. Não ligo se estou com a Serena ou com as crianças aqui, para mim é a mesma coisa, faço o mesmo trabalho", completou.

Ytalo Dias, morador de Paraisópolis, ficou um pouco nervoso, mas gostou de conhecer Patrick que lhe deu umas dicas de jogo: "Foi uma experiência muito boa, ele falou para eu entrar um pouco mais na bola, bater mais a frente, entrar mais na frente, atacar um pouco mais ela. É uma honra receber orientação de um cara como ele, que treina os melhores do mundo. Fiquei um pouco nervoso, presença do homem, mas ele é tranquilo, passa uma segurança para gente", disse.

"Nada mais importante do que receber uma figura do quilate de Patrick Mouratoglou para interagir e orientar os alunos. Foi um dia de grande valia para eles ter essa troca de experiências e poderem perguntar um pouco e escutar deles dicas. E o que é mais importante, ele veio aqui por livre e espontânea vontade, querendo conhecer e saber o que se passa com jovens em vulnerabilidade social aqui de São Paulo e como o tênis, através do projeto, os ajuda a ter uma vida melhor", destacou Carlos Omaki, coordenador técnico do Instituto Primeiro Serviço e da Omaki Tênis.

"Conseguimos alcançar nosso objetivo que era mostrar que jovens de realidades tão distintas podem e devem conviver. Tivemos crianças de várias classes sociais que se misturaram junto ao Patrick, bateram bola, escutaram e aprenderam. E certamente ele também aprendeu um pouco mais sobre nossa cultura. Dava para ver a felicidade e brilho nos olhos quando ele entrou na casa do Fabrício e pode experimentar um pouco como é o dia de uma pessoa de uma comunidade", acrescentou Fabiana Freitas, organizadora do Primeiro Serviço.

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