Com pressa e princípios! A estratégia e as dificuldades do Corinthians em busca do novo treinador
Fábio Lázaro
Com pressa e princípios! A estratégia e as dificuldades do Corinthians em busca do novo treinador


Há mais de 15 dias sem treinador, o Corinthians precisou 'vencer' a pressa por alguns princípios na contratação. O primeiro foi ser assertivo, o que fez com que a diretoria chegasse à prioridade por profissionais portugês. Já o segundo foi entrar ao mínimo em conflito com a torcida trazendo apostas ou nomes com alta rejeição.

A cúpula alvinegra sabe que corre riscos demorando em anunciar o novo treinador, mas entende também que um ônus maior seria não estabelecer critérios e perfis para o seu novo técnico.

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A grande questão é que hoje não há nada que faça a direção corintiana mudar de ideia quanto a ter um profissional estrangeiro no comando do clube, mas isso requer seus custos, não só financeiros, porque essas opções são mais caras por conta da grife e do câmbio, mas também de paciência.

Luís Castro é a bola da vez, e a diretoria do Corinthians está bastante confiante que ele possa certa o técnico ideal para o clube, tanto que entrou na dividida com o Botafogo, que estava um dia na frente em relação ao envio de proposta. O Timão protocolou o seu interesse pelo profissional português, algo que nem conseguiu fazer com os dois primeiros no qual se interessou, os também lusitanos Jorge Jesus e Vitor Pereira.

Contudo, a diretoria alvinegra sabe que outro ponto que pode pesar contrariamente ao clube paulista é o fato de Castro estar empregado, dirigindo o Al Duhail, do Qatar, e ter uma multa resciória alta, de aproximadamente 1 mihão de euros (cerca de R$ 5,8 mi). A esperança é que o técnico consiga a rescisão amigável com a sua atual equipe.

A preferência por Luis Castro se por dois motivos principais: o perfil tático de trabalho, que se encaixa com as peças principais do elenco e necessidade que o Corinthians possui em seu estilo de jogo com o plantel que possui, e o histórico que o profissional tem com trabalhos de base, principalmente no Porto, onde foi seis coordenador do núcleo de formação e quatro técnico do time B.

Essa linha de trabalho de Luis agrada demais a direção corintiana, pois mescla uma boa possibilidade do treinador extrair o melhor possível dos jogadores mais experientes e auxilair na evolução das peças mais jovens e até mesmo na descoberta de novos talentos.

Ainda assim, o Timão reconhece que uma terceira negativa pode ser cada vez mais prejudicial para o clube, no ponto de vista de mercado e de planejamento. Por isso que ao 'núcleo duro' corintiano já trabalha com o nome de Leonardo Jardim como carta na manga. Livre no mercado e acessível aos intermediários do Corinthians na Europa, há certa confiança interna de que o treinador, que está livre no mercado há alguns dias, quando deixou o Al Hilal, da Arábia Saudita.

Diferentemente de Luis Castro, Jardim não é tão ligado assim a trabalhos de base, mas tem uma desenvoltura com o trabalho tático muito grande e é tarimbado, principalmente por conta das suas seis temporadas no Mônaco, da França, que o rendeu um campeonato nacional, na temporada 2016/17 e campanhas de destaque na Champions League, como as quartas de final de 2014/15 e a semifinal de 2016/17.

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